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Agradecimento
Há vários anos, tive o privilégio de tomar contacto com este livro. O seu estudo apaixonou-me, não só pela grandeza do seu ensinamento, mas também pela simplicidade e graciosidade com que os mais profundos ensinamentos são aí apresentados.
Actualmente, com responsabilidade na edição de livros, cujos temas sempre abordarão a elevação do Ser Humano, simultaneamente ligando Oriente e Ocidente através das respectivas colecções então criadas, tive a grata oportunidade de contactar com o Dr. António G. Buck, que me permitiu a concretização de um sonho: publicar em Portugal o MANUAL BÁSICO DE TEOSOFIA.
Assim, eis esta obra notável, acessível a todos os que buscam a Luz.
Ao Dr. António G. Buck, a minha gratidão.
A minha gratidão é extensiva a Drª. Margarida Corrêa de Lacerda, pela disponibilidade e alegria que sempre demonstrou em todos os momentos em que tem sido solicitada a sua colaboração e a Maria Ferreira da Silva, Directora de Edição, sempre apoiando e orientando com a sua Luz e o seu Amor, sem a qual esta editora não existiria.
A Editora
Outras obras do mesmo autor:
- FRAGMENTOS DA SABEDORIA ARCANA - 1998;
- KARMA PARA PRINCIPIANTES- 1999;
- DHARMA - HARMONIA CÓSMICA - 2001;
- MAÇONARIA ESOTÉRICA - 2002;
- PARA SER FELIZ É PRECISO - 2003.
«Pode o homem entender o Universo e determinar - ou pelo menos entender - o seu destino? Há um roteiro para isso?
Sabemos que o homem permanece eternamente em busca de respostas que expliquem satisfatoriamente o que ele é e, também, como funciona o mundo onde ele está. Perplexo e oprimido, sentindo-se insignificante perante a grandiosidade tão somente pressentida do Universo que mal conhece e compreende, engendra um deus, uma energia criadora que, à parte do mundo e do ser humano, rege todo o processo cósmico e determina o destino da humanidade. Some-se a isso o seu espanto diante da multiplicidade de formas e de forças com que lida ou conhece e das outras que não domina ou ignora. No entanto, o estudo da Teosofia (ou filosofia Esotérica, ou Tradição Sabedoria, ou Filosofia Perene, ou Doutrina Secreta - dêem-lhe o nome que quiserem) ensina que o Homem, Deus e Universo são três aspectos de uma única natureza e que a Vida - na sua diversidade de invólucros e princípios - é Uma Só.»
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2.2 – HABITANTES DO PLANO ASTRAL
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Os habitantes do mundo astral são muito numerosos. Os principais vão descritos abaixo:
2.2.1 – Corpos astrais de seres humanos vivos durante o sono. Quanto menos evoluída a pessoa, menos o corpo astral se afasta do físico. Ao contrário, maior será a liberdade do corpo astral em se distanciar do físico.
2.2.2 – Corpos astrais de seres humanos vivos e acordados, os quais, ainda que despertos, têm poderes para se utilizarem do corpo astral conscientemente, no respectivo plano.
2.2.3 – Corpos astrais de pessoas já falecidas fisicamente e que ainda estão vivas no astral, em seus corpos astrais. DESENHO 26
2.2.4 – Cascões e sombras: Corpos astrais de pessoas falecidas tanto física quanto astralmente. São os cadáveres astrais de entidades humanas que além de terem o corpo físico morto, já passaram pela morte astral, ficando aí em desintegração. É a segunda morte, acontecida ao término da vida astral da pessoa.
2.2.5 – Adeptos e seus discípulos. Adeptos são elevados seres espirituais, detentores de conhecimentos e poderes transcendentais. Geralmente utilizam o corpo mental, porém, para se tornarem visíveis no astral, podem reunir matéria desse plano e construir um corpo temporário.
2.2.6 – Seres já falecidos fisicamente e bem evoluídos espiritualmente que renunciaram a mundos mais elevados, permanecendo no astral para ajudar a humanidade. Aguardam a reencarnação física e, enquanto isso não se dá, trabalham em prol do ser humano.
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2.2.7 – Corpos astrais de animais. Os corpos astrais dos animais mais evoluídos, ficam mais tempo nesse plano. Embora a passagem deles aí seja de pouca duração, é possível serem encontrados, nesse plano, grande variedade de animais domésticos.
2.2.8 – Espíritos da Natureza: São seres inteligentes que seguem uma linha de evolução diferente da humana. Nunca foram humanos nem serão. Têm participação muito activa, colaborando muito para o desenvolvimento dos reinos mineral e vegetal. Grandes energias criadoras dirigem e orientam essas entidades nos reinos inferiores da natureza. Ultimamente os seus nomes tornaram-se muito populares. Entre outros, são mais conhecidos:
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Gnomos – espíritos da terra
Ondinas – espíritos da água
Silfos – espíritos do ar
Salamandras – espíritos do fogo
Popularmente são também conhecidos como fadas, génios, faunos, espíritos domésticos, diabretes, etc.
2.2.9 – Essência elemental: É o reino imediatamente inferior ao mineral, também chamado de terceiro reino elemental. A matéria do mundo astral, tem grande tendência a combinar-se entre si, de modo a produzir as mais diversas formas, sob a acção dos sentimentos. Essa matéria, embora mais subtil que o mineral, tem sua evolução descendente, isto é, está caminhando para a densificação cada vez maior, para evoluírem até à forma mineral.
Porque o nosso corpo astral é formado de essência elemental, e esta, para evoluir, precisa de vibrações as mais grosseiras, necessárias para sua densificação até se tornar mineral, a partir daí é possível explicar-se perfeitamente a contradição humana. Como ser espiritual que somos, desejamos transcender as nossas emoções, enquanto as partículas do nosso corpo astral necessitam de vibrações mais rudes, indispensáveis para torná-las aptas a adentrarem o reino mineral.
Sob o esforço intenso do pensamento, essa matéria muda facilmente. Entretanto, tende a se agregar quando fica à mercê da sua linha de evolução. Daí, a importância de uma determinação firme da vontade do indivíduo para vencer os vícios. Quando temos um vício, as partículas astrais mais grosseiras (de subplanos inferiores), vibram intensamente na medida em que alimentamos tal vício. Ao deixarmos de sustentá-lo, por meio do uso da energia determinada da nossa vontade, essas partículas vão enfraquecendo suas vibrações e acabam sendo eliminadas por não serem nutridas e, consequentemente, a nossa dependência vai-se amenizando, até total extinção.
Ao eliminarmos partículas mais grosseiras, um espaço vazio irá estabelecer-se no nosso corpo astral, que precisará de ser preenchido. Se colocarmos no lugar do vício uma virtude, partículas mais refinadas equivalentes à virtude ocuparão esse espaço, dotando o nosso corpo astral de sentimentos mais refinados. Esta é a verdadeira alquimia espiritual, “a transmutação do chumbo vil no ouro precioso”, “a transformação da pedra bruta em pedra polida”.
2.2.10 – Devas: Este nome provém da raiz sânscrita div = resplandecer, brilhar. São seres resplandecentes que regem a humanidade. Os do plano astral são chamados de kāmadevas.
A maioria atingiu esse nível, evoluindo paralelamente à humanidade. Portanto, não foram e jamais serão humanos. Entretanto, há alguns que seguiram a linha humana e, por essa razão, foram humanos no passado, mas ao atingirem um nível superior ao da humanidade, resolveram juntar-se a essa maioria, seguindo a chamada linha angélica.
2.2.11 – Formas-Pensamentos: São formas astrais vivas, formadas consciente ou inconscientemente pelos desejos e pensamentos humanos.
Quando emitimos um pensamento acompanhado de um desejo, um aglomerado de matérias tanto astrais quanto mentais adquirem formas, sons e cores, flutuando em nossa proximidade. O clarividente vê essas formas-pensamentos. Estas podem atrair outras formas-pensamentos semelhantes, fortificando-se. Também podem influenciar outras pessoas que estejam na mesma faixa vibratória. Daí podemos deduzir a nossa grande responsabilidade ao emitirmos um pensamento impregnado de um desejo.
Muitas vezes, as pessoas dizem: não sei como apareceu esse pensamento em mim, nunca havia pensado sobre o assunto e, de repente, surgiu na minha cabeça. Entre outras hipóteses para explicar o exemplo acima exposto, está a captação de formas-pensamentos presentes no ambiente e que foram emitidas por outras pessoas.
Então concluímos sobre o grande poder energético dessas formas, as quais contribuem para influir no pensamento de outras pessoas e, consequentemente, nas atitudes que tomam. Somos parcialmente corresponsáveis pelo comportamento dos seres existentes no ambiente onde vivemos e vice-versa, por causa da irradiação e recepção das tais formas-pensamentos.
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Quanto mais nítido o pensamento-emoção, mais exacto o contorno da forma-pensamento. Conforme sua natureza, será a forma plasmada, e sua cor dependerá da qualidade de sua emissão.
Quanto mas intenso e repetido for, maior será a sua duração. Isso é facilmente percebido quando estamos num ambiente cujos frequentadores emitem pensamentos semelhantes,
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fortalecendo-os frequentemente. Como, por exemplo, nos templos religiosos, impregnados de orações; nas prisões, com desejos de vingança e ódio, nos hospitais, com as doenças; nos estádios de futebol, com vibrações desportivas; num espaço cultural como a universidade e, assim. Sucessivamente. Cada ambiente tem sua tónica vibratória, própria das formas-pensamentos dos seus frequentadores.
Observadas em templos religiosos, clarividentes descrevem-nas como sendo possuidoras de um aspecto de coroa azulada, pairando sobre a cabeça dos devotos.
Formas-pensamentos acham guarida em pessoas que detêm matéria astral e mental da mesma faixa vibratória. “Semelhante atrai semelhante”; daí a importância do “vigiai e orai”.
Resumindo, no quadro abaixo, temos:
NITIDEZ --- > CONTORNO
NATUREZA --- > FORMA
QUALIDADE --- > COR
DURAÇÃO ---> INTENSIDADE E REPETIÇÃO
De momento, não existem outras obras da mesma autoria.
CAPÍTULOI: As Grandes Leis Universais: A Lei da Unidade; Lei da Manifestação; Lei do Movimento ou da Vibração; Lei da Evolução; Lei do Karma; Lei da Periodicidade; Lei Septenária
CAPÍTULO II: Os Sete Planos da Natureza: Plano Físico; Plano Astral; Plano Mental; Plano Búdico ou Intuicional; Plano Átmoco ou Espiritual ou Nirvânico; Plano Monádico; Plano Divino
CAPÍTULO III: A Natureza Humana: Corpo Físico Denso; Corpo físico Etérico; Corpo Astral; Corpo Mental Inferior; Corpo Mental Superior ou Corpo Causal; Corpo Búdico ou Intuicional; Atman; Mónada
CAPÍTULO IV: Alma-Grupo - Alma-grupo Mineral; Alma-Grupo Vagatal; Alma-Grupo Animal
CAPÍTULO V: Individualização- Requisitos para a Individualização; Mecanismo da Individualidade
CAPÍTULO VI: A Formação do Universo e dos Reinos da Natureza - 1-Acção do Terceiro Logos; Acção do Segundo Logos; Acção do Primeiro Logos, Aspectos Gerais da Divindade, do Homem e do Universo
CAPÍTULO VII: Reencarnação - Considerações Gerais; Mecanismos da Reencarnação
CAPÍTULO VIII: O que é a Teosofia?
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