Editora Publicações Maitreya
OURIVESARIA CIVIL INDO-PORTUGUESA
de Reis, Mário Ribeirão
Idioma: Português
1ª edição (1977)
Formato: 29x21
N. Pág.: 97
Encadernação: Cartonada
Disponibilidade: em stock     Preço: 40,00 €
Sinopse:

As salvas de D. João de Castro (ensaio de uma compreensão).


Excertos:

Amável leitor,
Nas minhas deambulações pelas artes decorativas, que são em meu entender a legítima representação da vida espiritual do Povo, foi-me dado verificar nos escaparates dos museus do meu país e nos livros dos eruditos portugueses, que o critério de atribuição de nacionalidade às obras de arte menor tem muito de pilhagem ou apropriação indevida, e que são sistematicamente nacionais as obras de arte que são, ou foram, encontradas em Portugal.
Este nacionalismo aberrante é particularmente claro no caso da ourivesaria da prata, ou argentaria, pelo facto de que existem paralelamente nas colecções peças com contrastes indicativos de origem e épocas, e peças apócrifas ou anepí¬grafas. Esta dualidade tem levado alguns eruditos, ou simples estudiosos do assunto, a construirem teorias de arte como mãos de poker, isto é, com bests, servindo para este último fim as pratas sem marcas, teorias aquelas das quais estas últimas são simultaneamente as premissas e as conclusões.
Dado que a arte dos metais é pertença da Humanidade inteira, pela qual se propagou como um movimento de fluxo e refluxo, comecei a ter sérias dúvidas que o justificado brilho e grandeza dos aurífices e prateiros portugueses tivesse de ser demonstrado com a exclusão da arte de outros grupos humanos, por mais modestos que fossem, e que se pudesse escrever sobre argentaria portuguesa sem ter em conta a interpenetração por razões históricas, de influências alheias na adopção de modelos estéticos.


As fotos podem não corresponder às publicações descritas.

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Impresso em 2/9/2020 às 19:10

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