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HIERÓGLIFOS DO COSMOS - A Poesia do Amor Cósmico
de Maria Adelina J. Lopes ISBN: 978-989-8147-79-0
Idioma: Português
1ª edição (2012)
Formato: 145x210
N. Pág.: 144
Encadernação: Cartonada Disponibilidade: em stock Preço: 13,50 €
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Sinopse: HIERÓGLIFOS DO COSMOS A poesia do Amor Cósmico O som era um dardejar de asas suspensas no espaço longínquo, e ao mesmo tempo tão próximo que sabia ser esta, também, a minha vibração. Passeios fortuitos de visita ansiada, onde as estrelas se movem com graça, e os céus são alamedas móveis que ninguém conduz. A inspiração nasce sob a forma de brisa suave que baloiça os sentires com impressão relevada. Diferente da prosa, esta forma de escrita não é feita de letras, mas de uma emoção fluida, sem fronteira entre o amargo e o doce, envoltas na neblina de um profundo sentimento de compreensão e amor, por toda a humanidade. Sou profundamente grata pela experiência vívida das expressões de amor sublimado e redentor entre Anjos…os do Céu e os da Terra. M. Adelina |
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Excertos: VIDA Vida sem sonho é vida perdida Bátega de água sem destino Rega, sem campo ou cultivo “O Sonho comanda a vida” Ao inverter o paradigma A vida, comanda o sonho Vivo! o sonho de me saber A juntar vontade e querer A ser, o sonho pelo qual vivo Estrelas do meu horizonte, viver, é estar presente! Na lucidez da mente, criar o sonho do renascer! Ser-se humano, e vivo, é o abraço fraterno sonhado E pela senda dos teus passos, eternizado. SÊ No céu moldado, ninho de cristal Sou o reflexo, da luz universal Em passinhos miudinhos me arrimo No colo fecundo dos seres do mundo Sou doçura, ternura, alegria, consolo Deixo esteira de estrelas no ósculo sagrado Pelos lábios desenhado, em beijos recriado Sou o teu próprio coração, de saber iluminado Vê-te no meu olhar, na glória do teu Ser Jazida de bem-querer à espera de nascer Em efusão de amor, sê o vinho do Graal Com Ele assumido, na Ceia da noite milenar CANÇÃO DA ALMA Pela voz dos poetas aprendemos a soletrar A fala do coração sem semântica ou erudição Na minha parcela do teu ser descobri O poeta em ti que em minha voz se coloca Pensamento cruzado, abraçado, sublimado Pelo meu código, decifro o do teu ser Por cartas nunca escritas, palavras nunca ditas Quanta poesia gerada na parte minha, que é tua Como alva veste que ao presente se ajusta Recrio paisagens, que no teu olhar reflecti Sonhos, tormentos, promessas, beijos, encantos Qual vide enraizada nos socalcos do teu ser No sentido oculto que a palavra deixa passar Os conflitos, no coração vou peneirar Sendo a Alma semente que em si se recria No feno da tua eira senti o aroma do lar Na senda dos raios solares, o percurso convida Do arco-íris às estrelas, muito ainda há a descobrir O meu Eu em ti será lembrança perene do poder do amor O teu Eu em mim será fio condutor no Caminho da Luz ACEITAÇÃO Tamborilar sereno percorria meu sono Acordes diversos me embalavam Com braços de aconchego Frases belas sussurravam Na neblina d`um sonho desfeito Percorri o vento, a indagar A origem daquele tom, Que também sabe amar Na fonte do interno saber Vi o eco daquele murmúrio Afinal era a chuva! Que de novo, Nos vinha abençoar…. Acordei com pés descalços Na terra molhada, a chapinar Abracei a chuva, E por ela me deixei abraçar Só na fusão desse enlace Decifrei a mensagem do som “Pelo calor do Sol te alimentas Pela força da Água vivificas” Se sem Um não vives Sem a Outra não perduras Entende a “Aceitação”, porque Tudo é graça, Tudo é graça, Tudo é graça APRENDIZ Passos molhados, serenos Na estrada deserta flutuam Em silencio, sem nada dizer És, o que arde sem se ver Muro de ardósia incolor Na mente vais esculpir Em moldes de negação Fazes abstracto o sentir Olha-te no espelho do saber Impõe vigília ao teu viver Nesse traçado sinuoso És tu, a estrela do pastor Em sonho, és vida e poder Quadriga de vencedor Pelas vias do infinito Tua voz, tentas soerguer Eleva teu Ser na luz do amor Porque és farol irradiante Que no cosmos se inicia, e No bem-querer se perpétua BRANCAS NOITES Brancas noites..... Dos Anjos vozes amenas Soam canções de ninar Em puro idioma estelar A dor é ilusão, saudade criação Quando em jardim florido, Apenas a uma só flor Devotas o teu amor Cada fragrância É fragmento de cor Na manta de retalhos Da tua missão de amor No sal de cada lágrima Que tua Alma nos envia Moldamos as estrelas Que vão ligar corações O trilho da separação É outra rota da ilusão Procura no teu ser O selo sagrado, da união Noites brancas De cura e elevação Em braços embalada Meu Anjo guardião CORAÇÃO Coração, farol pulsante Na luz do sol adormecido Pelo dia mondas o trigo Nas eiras do conhecido Em noites de luz opalina Qual sombra peregrina Pelos palcos do infinito És voz de Deus, a orar Escuta o eco do som De teu próprio coração Semeias saber e querer Nos reinos do alem -ver Abre as comportas Da eclusa do teu ser Derrama água sagrada És luz e graça do Criador Ser amado, reflecte o poder Na serventia dos grãos Das colheitas celestes Com que foste abençoado DANÇA... Faz uma vénia à chuva Abre os teus braços ao vento Firma os teus pés no chão Que o teu canto seja fogo Dança…. Salpica-te de prata Rodopia com os Anjos Abençoa a terra Que a teu som seja cura Dança…. No fluir do sentimento Eleva o teu pensamento Purifica o amargor Deixa entrar o Amor A LUZ DO TEMPO Tempo escorreito que da água imitas o jeito Denso ou fluido, esquecido, ou na memória retido Pela cordilheira das eras segues percurso, ou será destino? Que te posso dar, ó tempo, do tanto que me foi concedido De Deus sou o alento, sopro de amor, que tudo põe no lugar O passado, é apenas a pausa, para tudo poder abarcar O futuro, ilusão do teu pensar, tudo é presente, imanente Tempo, é vento em fúria, ou brisa de embalar, é o Teu Ser Tempo sem tempo, em ti, quero navegar Pelas praias e grutas de todas as vidas passear Ás ondas, conchas, seixos, pérolas, abençoar No Amor, Ser e Estar, para que Deus continue a respirar |
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