Editora Publicações Maitreya
RUMO AO REINO DA PAZ
de Aïvanhov, Omraam Mikhaël
ISBN: 978-989-8691-15-6
Idioma: Português
1ª edição (2015)
Formato: 110 x 180
N. Pág.: 163
Encadernação: Cartonada
Disponibilidade: em stock     Preço: 10,00 €
Sinopse:

SINOPSE

Actualmente, há tantas pessoas que trabalham para a paz no mundo! Mas, na realidade, elas nada fazem para que essa paz se instale verdadeiramente. Nunca pensaram que, primeiro que tudo, são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz para a qual eles pretendem trabalhar.
Enquanto escrevem acerca da paz ou se reúnem para falar sobre ela, continuam a alimentar em si a guerra, pois estão constantemente a lutar contra isto ou aquilo. Então, que paz podem essas pessoas criar? A paz tem de ser instalada pelo homem primeiro nele mesmo, nos seus actos, nos seus sentimentos e nos seus pensamentos. Só nessa altura é que ele trabalhará verdadeiramente
para a paz.
Omraam Mikhaël Aïvanhov


Excertos:

Página 103: Capítulo VII - POR UMA NOVA CONCEÇÃO DA ECONOMIA

Atualmente, os humanos têm tendência para dar à economia um lugar preponderante, e, aparentemente, têm razão, porque é muito importante assegurar o melhor possível a produção e a repartição das riquezas no mundo. O seu erro reside em não verem ou não terem em conta que, na realidade, a economia depende de fatores situados num plano mais elevado.
O aspeto económico, se quiserdes, é o aspeto morto: não pode deslocar-se, nem exprimir-se; são
outros elementos que decidem deslocá-lo para aqui ou para ali, e, conforme é a sabedoria ou a tolice a deslocá-lo, os resultados são totalmente diferentes.
Quando a cabeça, que deve decidir, está doente, é a própria economia que acaba por ficar arruinada. Então, lá surgem os descontentamentos, as greves, as revoluções...
É pena que os humanos se tenham deixado submergir na matéria ao ponto de esquecerem que
não é ela o mais importante, mas sim os fatores que agem sobre ela. Suponde que tendes capitais
e armas: sentis-vos muito fortes. Só que vós sois estúpidos e aparece alguém mais inteligente do que vós: essa pessoa pode aniquilar-vos, porque dispõe de um elemento superior a tudo o que vós possuís: a inteligência. Sim, a inteligência triunfa muitas vezes sobre todos os meios materiais.
Cada acontecimento que se dá no plano material depende de fenómenos que têm lugar muito mais
acima, no mundo invisível dos pensamentos e dos sentimentos, e, enquanto não se puder ver esses elementos invisíveis que agem sobre a matéria para a influenciar, no bom ou no mau sentido, ter-se-á uma visão errada das coisas. A realidade é que não há nada no domínio da economia, da técnica ou da indústria que possa funcionar sozinho.
Quando se quer representar a anatomia do ser humano, utilizam-se cartas que representam os diferentes sistemas de que ele é constituído: o sistema ósseo, o sistema circulatório, o sistema muscular, o sistema nervoso, etc. Nenhuma destas cartas representa a totalidade do homem, mas apenas um aspeto. O que não se sabe é que, para lá do sistema nervoso, existem vários outros sistemas que são ainda desconhecidos da ciência oficial. Ninguém menciona, por exemplo, o sistema áurico, com as suas correntes de luzes e de cores; no entanto, é ele que dirige o sistema nervoso, exatamente como o sistema nervoso dirige os sistemas circulatório, respiratório, etc.1 Portanto, ainda não se estudou o ser humano na sua totalidade.
Ao dar preponderância ao domínio económico (as matérias-primas, os capitais, os mercados, as
importações, as exportações, etc.), os humanos mostram que se limitaram aos sistemas ósseo, muscular e circulatório. Não foram até ao sistema nervoso e muito menos até ao sistema áurico, e é isto que explica que eles tenham deixado de lado certas regras, certas leis, certas virtudes, que correspondem a estes sistemas. Deste modo, os dirigentes que põem a tónica principalmente na economia estão a provocar a decadência da humanidade inteira. Para se ser sempre mais forte e mais rico do que o vizinho, é-se obrigado a cometer atos que nem sempre são os mais honestos. Sim, é fatal.
Por isso, enquanto, por um lado, a opulência aumenta, por outro lado, o respeito pelas leis divinas
diminui, e isso trará as piores catástrofes. Eu bem sei que isto que estou a dizer não é aceite, porque
não se vê. Não se vê que, para obter sucesso no plano económico, se é obrigado a cometer continuamente desonestidades e crimes. É como na política ou na espionagem: tudo é permitido. Justifica-se essas atitudes dizendo que se está a trabalhar para o seu país. Sim, mas... e os outros países?... São sempre os interesses económicos que aconselham a destruir a moral. Quando se lhes dá prioridade, todas as qualidades são apagadas e substituídas pelo egoísmo, pela violência, pela astúcia, pela falta de escrúpulos. A vida económica é indispensável, bem entendido, mas ela deve ser controlada de modo a obedecer a outras necessidades, a outros poderes que lhe são superiores. De outra maneira, as melhores aspirações serão ridicularizadas para que os egoístas possam enriquecer.
É preciso que as pessoas comecem a refletir para verem claramente que devem colocar em primeiro
lugar o mundo divino e que tudo o resto tem de estar ao seu serviço.2 A verdade é que os humanos
confundiram o fim com os meios. Eles sabem que há sempre um fim a atingir e meios para lá
chegar, mas não viram que estão a utilizar as faculdades e os dons mais maravilhosos que o Céu lhes deu como meios para atingir o mais terra a terra dos objetivos. Para satisfazer os seus apetites mais inferiores, sacrificarão o que existe de melhor neles, e até o Senhor deve ceder à sua vontade e ajudá-los nas suas devassidões e nas suas loucuras. E julgais que eles já se aperceberam desta situação? Nem pensar! Eles não perdem tempo a questionar-se:
«Mas como é que eu sou? O que é que eu procuro?»
Ah, não, é preciso que um Mestre chegue e lhes diga: «Escuta, meu velho, qual é o teu objetivo?
É o inferno! E quais são os teus meios? Pois bem, utilizaste como meios o Senhor, os Anjos, a ciência, a arte, a religião...». Sim, são estes os meios de que as pessoas se servem para atingir o inferno!
É verdade que o progresso material, industrial, traz alguma coisa. Ao entrarmos agora numa casa,
não podemos deixar de ficar maravilhados com tudo o que vemos: o aquecimento, o aspirador, a
máquina de lavar roupa ou louça, a televisão, o telefone... Mas, então, uma vez que têm tudo, por que é que os humanos nunca estiveram tão insatisfeitos, tão revoltados, tão doentes?... Porém, mesmo diante deste malogro evidente, eles continuam a procurar na mesma direção. Não querem compreender que, para se ser verdadeiramente feliz, há que procurar num outro plano; sim, há que procurar o amor, a sabedoria, a verdade, e diminuir um pouco a certeza de que são as comodidades e as facilidades que trarão tudo. Estas, o que trazem é a preguiça, o egoísmo, a fraqueza. E, infelizmente, é com isso que as pessoas sonham: a preguiça, o prazer... não fazer nada e ter tudo.
E eu, o que é que aconselho? Aconselho as duas coisas: ter todas as facilidades materiais, mas manter, fisicamente e sobretudo psiquicamente, uma atividade infatigável para não se ficar anquilosado nem se embrutecer. Vós direis que eu já vos falei disto antes. Sim, já vos falei, mas será que deu resultado? Será que estais decididos a agir neste sentido? Não, ainda não: também vós estais tão concentrados na matéria, nos prazeres, que não vos sobra tempo para vos abrirdes ao mundo divino e convidardes as entidades sublimes a virem fazer um trabalho em vós.3 E isto é muito grave; se não quiserdes compreender, sofrereis e ninguém poderá salvar-vos. Sois vós, e só vós, que podereis salvar-vos pela luz e pelo amor. Então, analisai a que é que consagrastes o vosso tempo, as vossas energias, a vossa atenção. Vereis que não dais muito espaço ao mundo divino – o único que pode purificar-vos, esclarecer-vos, ressuscitar-vos – e que consagrais quase todo o tempo e energias ao mundo material, que, depois de vos ter dado alguns minutos de alegria, vos sobrecarrega, vos aprisiona e vos desagrega.
Consideremos o exemplo de um homem rico: se ele não fizer nada de bom com as suas riquezas,
se se deixar arrastar somente pelos prazeres da vida vulgar, quando voltar, numa próxima incarnação, não terá nada e será obrigado a viver na miséria e com privações. Não saberá sequer que era muito rico no passado e que, se agora está na miséria, é porque guardou tudo para si, sem fazer nada de bom pelos outros. Quantas criaturas vêm ao mundo num estado verdadeiramente deplorável sem se saber porquê! Esta questão nunca foi bem esclarecida, nem pela psicologia, nem pela medicina, nem pela pedagogia, nem pela psicanálise... nem mesmo pela religião. E só a Ciência Iniciática pode esclarecê-la.
Portanto, se quereis preparar boas condições para a vossa próxima incarnação, o que quer que
empreendais, questionais-vos primeiro, sinceramente, nestes termos: «Eu procuro a luz, o amor e a
força... Será que as obterei fazendo isto ou aquilo?»
E o Céu, que vos escuta, dar-vos-á a resposta.
Há ainda tantas coisas a dizer sobre este assunto da economia! Quando uma sociedade está demasiado preocupada com os seus interesses económicos, isso provoca desequilíbrios e inconvenientes de toda a espécie, que ela não foi suficientemente sábia para prever. Reparai: quer-se exportar o mais possível porque isso é extremamente vantajoso, e acaba-se por vender armas e aviões de combate a povos que, pelas suas lutas contínuas, poderão pôr em risco a paz e a segurança de todo o planeta.
Alguns destes povos mal sabem ler e escrever, e dão-lhes armas sofisticadas! Bem entendido,
ganhar-se-á muito dinheiro, mas também se pagará muito caro de uma outra maneira. Meu Deus, que cegueira! E, assim, uma economia sem escrúpulos será a ruína de muitos países.
Sim, meus caros irmãos e irmãs, nenhuma questão é mais importante do que a economia, nisso eu
estou de acordo. O que os humanos ainda não compreenderam é que, para resolver o problema, não é em baixo que se deve estudá-lo, mas no alto, porque o que está em baixo não passa de um reflexo do que está no alto.

Notas
1. Cf. Notre peau spirituelle, l’aura, Brochure n.º 309.
2. Cf. Le Verseau et l’avènement de l’Âge d’Or, OEuvres complètes,
t. 26, Parte V-III: «Le Royaume de Dieu et sa Justice
».
3. Cf. Nas fontes inalteráveis da alegria, Col. Izvor n.º 242,
cap. XVIII: «A visita dos seres angélicos».


Especiais:

ÍNDICE

I - Para uma melhor compreensão da Paz
II - As vantagens da união dos povos
III - Aristocracia e democracia, a cabeça e o estômago
IV - Acerca do dinheiro
V - Acerca da repartição das riquezas
VI - Comunismo e capitalismo, duas manifestações complementares
VII - Para um novo conceito de economia
VIII - O que todo o homem político deveria saber
IX - O Reino de Deus


As fotos podem não corresponder às publicações descritas.

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Impresso em 2/9/2020 às 20:06

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