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ESSÊNCIA EXACTA DA REALIDADE NO PARAMARTHASARA DE ABHINAVAGUPTA
de Pandit, Baljita Nath ISBN: 978-989-8691-18-7
Idioma: Português
1ª edição (2015)
Formato: 145 x 210
N. Pág.: 104
Encadernação: Cartonada Disponibilidade: em stock Preço: 10,00 €
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Sinopse: SINOPSE Esta obra, o Paramārtasāra, comporta a realidade metafísica e ontológica do Shivaísmo de Kāshmir, a teoria básica da causalidade de toda a manifestação em forma de reflexão, fonte de todos os fenómenos do universo. Por fim, aponta para a libertação e os seus significados e uma variedade de passos práticos que a ela levam. O Shivaísmo de Kāshmir não ignora de modo algum a psicologia humana. O seu método é simultaneamente lógico e psicológico e a sua filosofia do foi levada ao seu apogeu em ambos os aspectos da teoria e da prática por Abhinavagupta, o autor de Paramārthasāra. Ensina um caminho integral de um treino espiritual para a mente e o coração através do conhecimento e teologia devocional. Baljita Nath Pandit é uma autoridade no Shivaísmo de Kāshmir. Ele era Leitor de Sânscrito na Universidade de Jammu. Já publicou várias obras em Inglês, Sânscrito e Hindi. A sua "Enciclopédia" Shivaísmo de Kāshmir servirá para estudiosos durante vários séculos... |
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Excertos: Há dois trabalhos na filosofia Indiana que são conhecidos pelo nome de Paramārthasāra. O primeiro é um trabalho antigo de Ādiśeṣa. Patañjali, era geralmente conhecido por este nome porque se crê ter sido uma encarnação de Śeṣanāga, o famoso deus da serpente das mil cabeças. Esta crença pode ter surgido pelo facto de Patañjali ter sido o mestre e autor de múltiplos e extensos trabalhos académicos como se tivesse mil cabeças para pensar e bocas para falar; ou também é possível que tenha pertencido, originalmente, a alguma escola de Nāgas-worshippers (adoradores de serpentes) e, em consequência disso, ser chamado um Nāga. Yogarāja, o comentador do último Paramārthasāra de Abhinavagupta, considerou erradamente que o Paramārthasāra de Śeṣa pertenceu ao sistema Sāṃkhya. Desde então, outros autores têm seguido essa opinião e nem nos tempos de hoje os eruditos estudiosos se uniram para corrigir esse erro. De facto, não há dúvida nenhuma de que alguns elementos da filosofia Sāṃkhya estão presentes no trabalho de Śeṣa, mas elementos do teísmo visnavita são claramente mais brilhantes. Além disso, alguns elementos dos princípios Sāṃkhya podem ser encontrados em muitas outras escolas da filosofia Indiana que são distintamente diferentes da escola Sāṃkhya. Na realidade, o Parmārthasāra de Śeṣa é um trabalho de época antiga em que o antigo teísmo Sāṃkhya do sábio Kapila, o antigo Visnavismo do Mahābhārata e a filosofia teísta Vedānta dos Upaniṣadas foram estudados como uma só e única escola de pensamento integrada com todos estes elementos apoiando-se uns aos outros. Tais elementos da filosofia tiveram ainda de se bifurcar e desenvolver em algumas escolas de pensamento distintas e separadas. Mas, apesar de tal integração, o carácter do trabalho visnavita é claramente predominante. O Visnavismo de Patañjali, diferentemente da filosofia dos últimos visnavas, é de opinião monística e tem o absolutismo como características metafísicas e ontológicas. O Visnavismo mais recente vai no caminho da mitologia visnavita mas o Visnavismo de Patañjali mantém o seu carácter filosófico. Vallabha defende uma visão monística, mas até ele se aproxima da mitologia e relega as bases de carácter absolutista da realidade monística. Contudo, o seu Viśuddhādvaita é diferente do Advaita de Patañjali que se aproximou do Vedānta Upaniṣada. Os pontos de vista de Patañjali são de carácter altamente teístas, separando- -se assim do Vivartavāda dos filósofos da linha de Śaṅkara. Paramārthsāra de Patañjali é assim a mais antiga dissertação filosófica do absolutismo teísta de carácter visnavita. Abhinavagupta sentindo-se muito atraído pelo estilo, método e técnica de Ādiśeṣa, adoptou-o, fazendo as necessárias adições e alterações no texto e apresentou-o como um excelente trabalho de filosofia do Shivaísmo de Kāshmir, para principiantes. A linguagem do trabalho de Abhinavagupta é muito simples e o seu estilo é suficientemente lúcido e claro. Dispensa discussões sobre muitos pontos controversos da filosofia e não toca pontos de vista de qualquer antagonismo, mas apresenta, pelo contrário, em seu lugar os princípios essenciais do Shivaísmo de Kāshmir em si mesmo. Não recorre ao método da lógica árida, mas narra os princípios e doutrinas num estilo simples. Outros filósofos importantes como Īśvarapratyabhijñā e Śivaḍṛṣti adoptam um método de lógica subtil, mas no Paramārthasāra evita discussões lógicas. Emite luz em todos os princípios básicos e mais importantes da filosofia de Shivaísmo de Kāshmir e é certamente a melhor obra disponível para começar o seu estudo. É verdadeiramente útil para o entendimento de um trabalho de nível superior como Īśvarapratyabhijñā de Utpaladeva. Os princípios básicos do Shivaísmo de Kāshmir tratados no Paramārthasāra de Abhinavagupta, incluem o que se segue: Realidade metafísica, ontologia de Shivaísmo, a teoria básica da causalidade, a fonte da criação objectiva, a natureza maravilhosa do fenómeno, a sua manifestação em forma de emanação, o processo de evolução dos trinta e seis tattvas, como funciona o universo, dependência e suas causas, libertação e seus significados, variedades da libertação, passos práticos que a ela levam, o estado de um praticante imperfeito e a sua evolução espiritual adiada. Trata, no entanto, o assunto com muita compreensão sendo este um mérito importante para um compêndio de textos. Kṣemarāja foi um discípulo de Abhinavagupta. O seu discípulo foi Yogarāja, que escreveu um comentário detalhado de Paramārthasāra. Esse comentário explica integralmente os aforismos de Abhinavagupta e discute ao pormenor muitos dos princípios subtis do Shivaísmo de Kāshmir. |
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Especiais: ÍNDICE Introdução… ……………………………….................................………………………………7 Essência Exacta da Realidade no Paramārthasāra ……………………… 35 Glossário………………………..................................………………………………………… 89 |
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