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DA ALMA AO ESPÍRITO
de Motta, Pedro Teixeira da ISBN: 978-989-8691-17-0
Idioma: Português
1ª edição (2015)
Formato: 145 x 210
N. Pág.: 186
Encadernação: Cartonada Disponibilidade: em stock Preço: 15,00 €
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Sinopse: SINOPSE Com a idade, a alma ou psique de cada um, o mar imenso de milhões de partículas e ondas que formam o conjunto das suas tendências e emoções, sentimentos e pensamentos, vai-se caracterizando e definindo e, ao fortificar as suas ligações com o Espírito, com a Centelha Divina e individualidade íntima, torna-se uma alma já não meramente animal ou racional, mas também e primacialmente estética e ética, ecológica e compassiva, sábia e espiritual, aberta ao Cosmos e aos seus seres, com os sentidos espirituais e o discernimento mais despertos. A tal passagem se chama o Caminho que se vai fazendo e este livro testemunha essencialmente tal demanda, em alguns aspectos, e são meditações e reflexões, intuições e desvendamentos partilhados com o objectivo de poderem ajudar outras almas no Caminho a compreender melhor os sentidos da Vida, a conhecer alguns ensinamentos tradicionais e a receber ou a despertar mais a Luz, o Amor e o Poder nas suas peregrinações ou vidas. |
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Excertos: CAPÍTULO XVII DA MORTE E DA ARTE DE BEM MORRER Quando enfraquecemos ou adoecemos fisicamente, de certo modo, aproximamo-nos da morte, e podemos mesmo ser tão tocados por ela, apanhados ou vencidos, que acabamos a nossa vida terrena. Ora o roçar da fronteira do além aproxima-nos também dos seres que, já mortos para o corpo físico, estão ainda próximos ou capazes de entrarem na zona terrena, pelas mais diversas razões, e que nos podem subitamente surgir em pensamentos e lembranças, sonhos e intuições… Sabermos então estar atentos ao longo da vida e dos seus momentos mais difíceis ou belos e orar neles, não só por nós, pelos que sofrem, pelos que estão a morrer, mas também para os que já morreram, é então importante. Oremos para que eles consigam encontrar, por entre as neblinas do além e os choros do aquém, a luz ascensional e o amor quente nas suas almas, despertando para uma nova fase de vida, nos planos subtis. E oremos para que os seus familiares e mais próximos consigam rapidamente comunicar com o coração e sentir a união do Amor invencível e, deixando de chorar ou lamentar-se excessivamente, não os façam sofrer nem ficar ainda mais presos à Terra. Há, todavia, muitos mistérios quanto à eficácia de oração e meditação, pois nunca sabemos bem a quantidade e a intensidade que devemos disponibilizar ou empenhar em tal tarefa luminosa, de modo a que, por exemplo, os que acabaram de morrer sejam fortificados ou desprendidos, harmonizados, curados e aliviados substancialmente… Sabemos com efeito ainda muito pouco das formas e dos efeitos da irradiação energético-anímica das nossas orações, que partem dos nossos corpo subtis e do cérebro, pelos que morreram, e que se nos afiguram ou admitimos como necessitando de mais luz e forças no seu caminho… Ou seja, quais são as melhores formas de tornarmos as orações ou preces mais eficazes, bem como o tempo e regularidade delas, embora certamente a interioridade, o amor, a sensibilidade e a intensidade que desenvolvermos sejam o mais importante… Naturalmente, o fechar os olhos e meditar, para avaliar a situação interiormente e intuitivamente, e depois o orar, com sensibilidade, observando os impulsos orativos ou irradiativos que nos surgem, e logo modificando o modo (orações, visualizações, sentimentos, frases, raios) com que o estamos a realizar, ou mantendo por mais tempo a prática, será melhor método para aferirmos da eficácia das orações do que se oferecer uma regra geral e abstracta... Claro que sabermos erguer no firmamento psíquico, ou introduzir nos veios subterrâneos subconscientes da Humanidade, algumas orações, visualizações, cantos ou mantras para que todos possamos vivenciar melhor a passagem para o além e os primeiros tempos lá é certamente uma tarefa valiosa e que, à excepção de alguns raros espíritos mais contemplativos, poucos farão, pelo que nunca será demais orarmos pelos que conhecemos, e estão a partir ou já partiram, para que algumas energias luminosas, coloridas, floridas e amorosas os vitalizem na sua fase ou caminho consciencial ascensional, participando assim nós da Santa Campanha ou corpo Místico da Humanidade, na qual todos podemos dar as mãos e almas pelo Bem e o Divino... Associado a esta prática orativa e encaminhadora das almas nos mundos post-mortem há uma outra tarefa que todos deveríamos cultivar de quando em quando e que tradicionalmente se chama Ars Moriendis, a Arte de Morrer, e que ao longo dos séculos teve numerosos cultores e escritores, nomeando-se apenas Erasmo e a sua Preparação para Morte, na qual defende entre outras valiosas considerações, o “vive bem para que morras bem”. Referiremos ainda a utilização de caveiras ou ossos por ascetas das várias tradições para se lembrarem da impermanência da vida, ou que o tempo foge e vaidade pouco dura, o que a arte, pintura e escultura com grande qualidade representaram, oferecendo também nas suas obras, nomeadamente as representando Maria Madalena ou S. Jerónimo, pontos de apoio à meditação na efémera vaidade mundana e impulsionando à conversão e intensificação espiritual. Com efeito, uma prática espiritual, de que pouco se fala, mas que é valiosa, é o confronto interior com a ideia da morte nossa, já que a dos outros está tão banalizada pelos media que já pouco impressiona pois, como um dia todos morreremos fisicamente, antecipar tal é preparar e fortificar o nosso ser para tal desenlace... Como exercício meditativo é então uma preparação útil para esse transe, muitas vezes difícil ou doloroso, pois ao confrontarmos com sabedoria a ideia da Morte, tão rica de diversas associações, despertamos as nossas energias mais fundas ou plutónicas de imortalidade e somos fortificados, desprendidos e mais ancorados espiritualmente, além de ficarmos gratos por tudo o que vivemos e ainda viveremos, e decididos até a diminuir os efeitos negativos do que eventualmente causamos e a intensificar os luminosos... Poderemos, primeiro, rever rápida ou mais demoradamente a nossa vida e ver o melhor e o pior que fizemos, arrependendo-nos do último e alegrando-nos do primeiro. E, em seguida, pensar e aprofundar meditativamente assim: “Já nos momentos que antecederão a morte e durante a transição, eu estarei identificado com o espírito imortal, invencível, e estarei direccionado e apontado aos planos espirituais, invocando ou reverenciando os guias, anjos e a Divindade, com pensamentos de alegria e destemor perante a separação do corpo e a penetração no misterioso Além, rumo ao mundo espiritual e ao Divino. Quando morrer, o meu corpo ficará em terra e começará a desagregar-se mas a minha consciência e identidade espiritual permanecerá, desprender-se-á dos laços e atracções ao corpo, soltar-se-á dele, não sofrerá com a sua decomposição nem se assustará com a cremação. Partirei para o alto, provavelmente com o meu Anjo ou o Guia, aspirando a elevar-me o mais possível e a reencontrar os familiares ou os guias que me auxiliarão também a avançar nos mundos subtis e espirituais, rumo a uma maior proximidade da Fonte Divina do Cosmos”. Estas considerações são em si já valiosas e melhor ainda serão se ficarmos depois alguns momentos vibrando nelas apenas como almas-espíritos, semi-libertas dos laços, medos e véus terrenos e aspirando ao alto, à Verdade e a Deus. Controlemos a entrada de outros pensamentos ou preocupações e serenemos os riachos da mente, tornando-a um lago calmo e unificado para a consciência determinada e aberta aos eflúvios espirituais, deixando que as bênçãos e inspirações espirituais e a autoconsciência do Ser encontrem o caminho desobstruído para chegarem e permanecerem no écran da nossa consciência e no nosso corpo psico-espiritual... O ser que faz esta meditação na morte e na imortalidade, e na ligação ao Divino, intensifica as vibrações luminosas da sua aura e alma e torna-se um foco de irradiação clarificadora, amorosa e verdadeira, mais destemido e não entravando a marcha incessante e perene da Humanidade, algo travada nos que passam o tempo com medo da morte no final da sua vida... Com efeito, o poder da concentração, o uso acertado da vontade para intensificar o sentimento ou o pensamento, realizado de forma perseverante, corajosa e regularmente, faz milagres não só quanto à melhoria da constituição íntima da alma, o que se pode fazer até ao último minuto da vida, como também nas próprias capacidades e realidades no mundo material, pois a ligação entre os mundos é grande e no fundo a vida e a morte são duas faces da mesma realidade, e descontrair-nos dos receios da morte ajuda à fluidez mais apropriada e luminosa na vida. Outro exercício correlacionado é subitamente imaginarmos que vamos morrer dentro de poucas horas, por exemplo lançados para o interior de um vulcão... E, sentindo intensamente tal eminência da morte, interrogar-nos: O que queremos deixar aos que nos conheceram e gostaram mais de nós, ou aos que nós mais amamos? Não me refiro só a objectos, dinheiros e livros mas sobretudo palavras, mantras, ensinamentos e energias anímicas que cada uma dessas pessoas acolherá e levará consigo, celebrando a Unidade supracorporal e espiritual consigo... Envie então essas forças anímicas para tais pessoas e consciencialize- se das que ainda tem de desenvolver, cumprir ou culminar na Terra, para que, chegada a hora, não fique preso ao que não fez ou disse, não deu ou completou. Discernir bem, em tais momentos de assunção da morte eminente, o que foi prometido e não cumprido, o que foi desejado e intencionado e não realizado, é importante para se libertar mais no resto de tempo de vida terrena que tiver ainda, cumprindo ou completando o que lhe falta, ou esgotando os seus impulsos e desejos limitadores... Que a sua meditação da morte lhe dê mais consciência do que há a fazer, maior despreendimento e identificação espiritual e, especialmente, mais amor à vida eterna e gratidão aos antepassados, aos Mestres e Anjo e à Divindade que lhe permitiram chegar até este ponto, o aqui e agora onde tudo está... Força e Amor... Morra e renasça florida e libertadoramente... |
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Especiais: ÍNDICE Prefácio I Das Tertúlias e eas Amizades, do Amor e do Conhecimento II Sobre a Consciência e as Práticas Espirituais, o Espírito e o Divino III Da Voz do Silêncio, do Som Interno, das Orações e Mantras ao Divino IV Da Singulariedade do Ser e da Sua Nacionalidade e Tradição V Da Não-Violência e a Educação para a Paz em Portugal VI Da Meditação VII Dos Mandalas VIII Da Pureza IX Aborrecer o Mal, Fazer o Bem X Da Harmonia Consigo Mesmo e da Abertura aos Outros e à Natureza XI Da Procura dos Mestres e do Espírito XII Do Espírito da Verdade ou do Espírito Santo XIII Da Noites Claras e Escuras e das Transições XIV Do Diálogo e da Palavra Justa ou Sagrada XV Dar-Se Inteiro ao Coração, Saber Com o Coração XVI Da Dança Sagrada XVII Da Morte e da Arte de Bem Morrer XVIII Da Mística XIV Diálogo Sobre a Mística e o Silêncio XX Da Partilha e da Descrição XXI Das Religiões e da Religião Universal do Espírito XXII Da Biblioterapia XXIII Das Escolhas e da Meditação XXIV Do Amor XXV Do Caminho Espiritual XXV Do Começo do Dia, da Semana, do Mês e do Ano XXVI Das Forças Negativas e da Luta Pelo Bem XXVII Da Vida Como Sabedoria, Amizade e Habilidade na Acção XXIV Das Amizades e do Amor XXX Da Mulher XXXI Do Ser Criador de Templos ou Templário XXXII Das Peregrinações e do Caminho de Santiago XXXIII Dos Anjos e Espíritos Celestiais |
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