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O SEGUNDO NASCIMENTO - Amor Sabedoria Verdade
de Aïvanhov, Omraam Mikhaël ISBN: 978-989-8691-16-3
Idioma: Português
1ª edição (2015)
Formato: 145 x 210
N. Pág.: 196
Encadernação: Cartonada Disponibilidade: em stock Preço: 19,00 €
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Sinopse: SINOPSE « Aquele que nasceu uma segunda vez assemelha-se a uma nascente de onde jorra a água pura e junto da qual vêm instalar-se plantas, animais, homens, toda uma civilização. A sua religião é a verdadeira religião do amor divino e da sabedoria divina. O universo é, para ele, o verdadeiro templo de Deus, do qual o sol é o sumo-sacerdote e os astros são as lamparinas. Aquele que nasceu uma segunda vez conseguiu abrir e libertar nele todos os canais subtis, a fim de absorver as correntes celestes. Ele representa o prisma perfeito, que distribui as sete forças benéficas por todo o seu ser e as projeta, para o bem daqueles que o rodeiam. Ele sabe utilizar o poder do fogo sobre a água. Ele estuda a verdadeira alquimia, a verdadeira astrologia e a verdadeira Cabala, que estão, antes do mais, nele mesmo. Ele está atento a todos os seus gestos, a todos os movimentos do seu rosto e do seu corpo, ele vigia todas as suas palavras, a fim de se tornar um verdadeiro mago branco. Finalmente, aquele que nasceu uma segunda vez compreendeu a lição das abelhas, que nos dão um magnífico exemplo de sociedade superior e que sabem preparar o mel: ele trabalha para que a ideia de fraternidade universal se espalhe na terra e aprende a preparar o mel espiritual na sua própria vida. » Omraam Mikhaël Aïvanhov |
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Excertos: Parte do 3º. Capítulo - Lamentamos não poder apresentar as figuras que constam do livro. A VERDADE OCULTA NOS OLHOS Esta tarde, vou falar-vos uma vez mais das cores, mas de um ponto de vista diferente do das conferências anteriores. Todos vós conheceis o pentagrama, a estrela de cinco pontas. O nosso Mestre, Peter Deunov, disse-nos muitas vezes que o pentagrama representa o homem que possui as cinco virtudes perfeitamente desenvolvidas: a bondade, a justiça, o amor, a sabedoria e a verdade. De um outro ponto de vista, o pentagrama representa também os cinco sentidos: o tato, o paladar, o olfato, o ouvido e a vista.1 Podemos dispor as cinco virtudes no pentagrama da seguinte maneira: O Mestre também deu a seguinte regra: «Põe a bondade como base da tua vida, a justiça como medida, a sabedoria como barreira, o amor como deleite e a verdade como luz.» Se refletirmos sobre o sentido destes conselhos, achá-los-emos extraordinariamente acertados. A bondade é uma base sobre a qual tudo deve assentar. Mesmo que o edifício seja belo e inteligente, cairá por terra se não estiver assente na bondade. A justiça é uma qualidade que permite medir as coisas, apreciá- -las, distingui-las… Sem o amor, a vida parece insípida; mesmo que o homem tenha grandes riquezas, conhecimentos intelectuais e glória, sem o amor não terá gosto pela vida… A sabedoria é uma barreira; é graças a ela que podemos defender as boas qualidades, que Deus nos deu, da ação das forças negativas e de todos os inimigos visíveis e invisíveis. Se faltar a sabedoria, os animais entrarão e devastarão o jardim da nossa vida. A verdade é a luz que ilumina o nosso caminho. Sem ela, ficamos na escuridão total, vivemos na mentira e no erro. Estas cinco virtudes são necessárias ao desenvolvimento do homem. Infelizmente, hoje em dia só muito poucas pessoas conhecem a ligação que existe entre as virtudes e o organismo humano. No entanto, a verdadeira ciência reside no conhecimento dessa ligação, como, aliás, todos os sucessos, todos os êxitos da vida. A bondade está ligada às pernas, a justiça aos braços e às mãos, o amor à boca; a sabedoria está ligada aos ouvidos e a verdade aos olhos. As cinco virtudes são também representadas pelos cinco dedos das mãos, graças aos quais o homem tem todas as possibilidades de agir, de criar. Hoje, vou falar-vos dos olhos. Há muitas coisas a dizer acerca dos olhos. Vós sabeis que existe uma ciência, a iridologia, segundo a qual se pode deduzir todas as doenças, passadas ou presentes, inspecionando atentamente a íris. Todos os órgãos estão representados no olho, mesmo os próprios olhos. Através dessa observação, pode descobrir-se se vos falta um só dente que seja. Diz-se frequentemente que os olhos são o espelho da alma, e é verdade. Pode ler-se neles a sabedoria, a bondade, tudo o que não é visível no homem de imediato. Esquematicamente, o olho é um círculo em cujo centro se encontra um ponto L. Vós sabeis que é também este o símbolo do sol. Para os astrólogos, o olho direito está ligado ao sol e o olho esquerdo está ligado à lua, e se, no horóscopo, o sol e a lua estiverem num aspeto desfavorável, os olhos sofrerão, seja por acidente, seja por doença; isso depende dos aspetos dos planetas e das casas em que eles se encontram. Os Iniciados estudaram com muita atenção todas as imagens da natureza; observaram todos os sinais inscritos na mão, no rosto, nas plantas, nas pedras, nos astros, e resumiram algumas das suas descobertas nos signos astrológicos. Hoje, eu vou tentar explicar- -vos em profundidade o simbolismo do olho, e apenas vos peço um pouco de paciência. Quando deparais, na rua, com um pintor a trabalhar num quadro, inicialmente vedes apenas traços e manchas de cores que vos parecem não ter qualquer sentido. Mas, se continuardes a olhar, pouco a pouco vereis as linhas a unirem-se, as cores a harmonizarem-se e, finalmente, o quadro tornar-se-á algo claro. Pois bem, eu sou, para vós, como um pintor na rua. Tende, pois, um pouco de paciência e, por enquanto, contentai-vos em olhar para os traços que eu vou desenhando, um após outro, perante vós. Desde os tempos mais remotos que os homens têm utilizado imagens e símbolos para exprimir as verdades mais profundas, mas, para se poder interpretar essas imagens e esses símbolos, há que vivificá-los, há que insuflar neles o espírito; esses símbolos representam realidades vivas que estão em nós, e nada significam enquanto nos limitarmos a estudá-los de uma forma exterior a nós. Na Antiguidade, os Mestres colocavam os seus discípulos diante de figuras simbólicas (por exemplo, aquelas que hoje constituem as cartas do Tarot), que eles tinham de vivificar, quer dizer, cujo sentido e aplicação eles tinham de encontrar na própria vida. E assim, se conseguirmos encontrar o sentido profundo da forma da boca (com a língua), dos ouvidos (com o órgão de Corti) e dos olhos, descobriremos uma ciência extraordinária. O símbolo do olho está representado em toda a parte – nos domínios fisiológico, matemático, astrológico, botânico, alquímico, mineral, vegetal, animal, humano – e nós devemos tentar descobri- -lo em toda a parte. Eu já vos disse que, do ponto de vista astrológico, ele é o símbolo do sol; mas, por que razão é ele desenhado com um ponto no centro? O círculo é o símbolo do universo, do Ser supremo, e o ponto representa a sua manifestação. O círculo sem o ponto central é a representação do Ser supremo não manifestado, o Absoluto; mas, quando o círculo tem um centro, representa o Ser supremo em estado de manifestação.2 Se considerarmos este símbolo de outro ponto de vista, vemos que ele é a imagem da célula: o ponto central é o núcleo; o espaço entre o centro e a periferia é o protoplasma, e o círculo representa a membrana. O princípio masculino manifesta-se sempre por radiações retilíneas, e o princípio feminino por ondas circulares. A eletricidade move-se em linha reta, ao passo que o magnetismo forma ondas circulares. Nas altas montanhas, onde circulam correntes elétricas, essas correntes, que são paralelas ao solo, desnudam completamente a terra e os rochedos, matando toda a vegetação. Pelo contrário, nas planícies, onde se manifesta o magnetismo, a vegetação é abundante. Encontramos essas mesmas leis no rosto: todas as formas alongadas e retilíneas são moldadas pela eletricidade; todas as formas arredondadas são moldadas pelo magnetismo. O princípio masculino que trabalha na natureza cria todas as formas retilíneas e o princípio feminino cria todas as formas curvas. O símbolo que representa estes dois princípios em ação no universo é o sol, que se manifesta através de raios que partem do centro e de círculos concêntricos que se propagam a partir do centro até à periferia. Encontramos esta figura quando se corta um tronco de árvore, no qual agem, ao mesmo tempo, os princípios masculino e feminino. Mas voltemos ao olho. Vós sabeis que, na escuridão, a pupila se dilata, ao passo que, com a luz, ela se contrai, e tanto mais quanto mais intensa for essa luz. Estes movimentos de dilatação e de contração fazem-se segundo linhas circulares. Quando a pupila está completamente contraída, a imagem do olho é o verdadeiro símbolo do sol. Se adotarmos o ponto de vista alquímico, esse símbolo L representa o ouro. O ouro é um metal nobre, que resiste à oxidação, é uma condensação dos raios solares, e é por isso que, instintivamente, o homem sente o desejo do ouro: por causa da sua ligação com o sol. Os raios solares atravessam o espaço e depois penetram na terra, onde certas criaturas da natureza recebem essa força e fabricam o ouro que, na realidade, é uma condensação da energia solar. O homem que possui muito ouro é rico e estimado no mundo. Mas não basta possuir ouro exteriormente; também é preciso possuir ouro interiormente, porque é esse ouro que nos permite resistir às doenças, aos sofrimentos, ao desalento.3 Por hoje, não vou dizer- -vos mais nada sobre este assunto; deixo a cada um a liberdade de acreditar ou não nas minhas palavras. Do ponto de vista geométrico, o símbolo L é a projeção de um cone. Eu já vos expliquei que a cada cor corresponde uma onda de frequência, que é tanto mais elevada quanto mais nos aproximamos do violeta. As cores do espetro sucedem-se sem descontinuidade, e não se sabe, por exemplo, onde acaba o amarelo e onde começa o laranja. Nós podemos dizer, sem nos enganarmos: «Aqui está o amarelo, aqui está o laranja.», mas, se tentarmos encontrar o limite entre os dois, verificaremos que isso é absolutamente impossível. E o mesmo se passa em numerosos domínios, em que não podemos encontrar nem fixar o limite das coisas. Evidentemente, se olharmos um pouco de longe e de fora, podemos dizer: «Isto está bem... Isto está mal…» Mas tentai encontrar o limite entre os dois; não podeis, nem ninguém pode. Apenas se pode dizer que o mal é o lado inferior e o bem o lado superior, mas passa-se de um para o outro sem se dar por isso. Em relação à alma e ao corpo, também não é possível distinguir onde acaba o corpo e o onde começa a alma. E como fixar os limites dos corpos etéricos, astral e mental? Eles são diferentes uns dos outros, toda a gente está de acordo neste ponto, mas ninguém pode dizer como esses corpos estão ligados entre si, nem precisar quais as relações que unem os processos de transformação da alma aos do corpo físico. Em todos os domínios, tudo progride impercetivelmente de baixo para cima, e nós devemos regozijar-nos que assim seja, pois é isso que nos permite subir os degraus até ao cume. Por vezes, acontece-nos subir ao Paraíso: estamos felizes, confiantes, mas algumas horas mais tarde deixamo-nos ir abaixo e sentimo-nos no Inferno: tudo é tristeza, sofrimento, desespero. Veremos mais tarde como podemos subir e descer essa escala* de vibrações: a escada de Jacob. Os comprimentos de onda das vibrações luminosas formam uma sequência contínua, que vai dos mais longos (vermelho) aos mais curtos (violeta). Num meio a duas dimensões, pode-se associar, a esta cadeia formada pelos comprimentos de onda, uma curva em forma de espiral, que se torna uma hélice cónica no espaço a três dimensões. (ver página seguinte) O vértice do cone, que representa o centro do círculo, corresponde às vibrações de comprimentos de onda curtos, ou seja, às frequências mais elevadas. É nesse ponto que se encontra a paz espiritual, que não é uma paz estática, mas sim um estado de vibrações intensas, no seio do qual se realizam as atividades mais sublimes. É nessa paz que o espírito se manifesta da maneira mais perfeita. O cone é o símbolo do sol; é também o símbolo das montanhas. Os Iniciados esconderam nele grandes segredos. Aquele que sobe a encosta de uma montanha física ou espiritual compreende o símbolo do sol: lá do alto, ele vê tudo. Do ponto de vista simbólico, é o sol o ponto culminante do nosso sistema. Tudo o que é bom vem-nos do sol. É Deus que se manifesta através do sol e nos envia as suas bênçãos. * No original, é usada a palavra «échelle», que significa «escala» e também «escada». (N. T.) |
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