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OS MISTÉRIOS DE IÉSOD - os fundamentos da vida espiritual
de Aïvanhov, Omraam Mikhaël ISBN: 978-989-8691-23-1
Idioma: Português
1ª edição (2015)
Formato: 145 x 210
N. Pág.: 224
Encadernação: Cartonada Disponibilidade: em stock Preço: 19,00 €
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Sinopse: «Iésod, que, em hebraico, significa fundamento, base, é a nona séfira da Árvore da Vida dos cabalistas. Na sua região superior,reina o Senhor Chadai El Hai. Junto dEle, está a ordem angélica dos Kérubim (os Anjos da religião cristã), com o Arcanjo Gabriel à cabeça. A parte material de Iésod é a Lua, que, ma sua dimensão espiritual, simboliza a pureza... Está escrito nos Evangelhos: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.» Deus significa a plenitude de todas as séfiras, isto é: a compreensão e a penetração de Hod; os perfumes, as cores, a beleza e os encantos celestes de Netsah; a luz e o esplendor de Tiphéreth; o poder de Géburah, a vitória sobre todas as dificuldades, sobre todos os inimigos interiores e exteriores; a protecção, a justiça, a bondade e a generosidade de Hessed; a estabilidade e a tenacidade de Binah, o conhecimento do Carma e dos destinos; a sabedoria eterna e a harmonia inexprim+ivel de Hohmah; a omnipotência de Kéther. E Iésod, a base, recebe as virtudes de todas as séfiras, é uma condensaão, uma síntese, das virtudes de todas as séfiras. Por isso se lhe chama a base, pois a pureza é a base de todas as realizações espirituais.» Omraam Mikhael Aivanhov |
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Excertos: PARTE II - 4 - A PUREZA NOS TRÊS MUNDOS Nestes últimos dias, meus caros irmãos e irmãs, eu comecei a dizer-vos algumas palavras acerca da pureza: a pureza no plano físico, no plano astral e no plano mental. É claro que eu não vos disse tudo, ainda há muitas coisas a acrescentar. Em francês, para falar da pureza no plano físico, isto é, em relação ao corpo, às roupas, aos objetos, utilizam-se as palavras “limpo”, “limpeza”, “asseio”. Em relação ao plano físico, não se fala de pureza. A pureza corresponde a um domínio superior, o do coração, dos sentimentos, das emoções. A pureza e a limpeza são duas coisas diferentes: pode-se estar limpo, asseado, sem se estar puro, e pode-se estar puro sem se estar limpo. Por exemplo, os sadhus e os yoguis da Índia têm uma grande pureza nos seus pensamentos e nos seus sentimentos, mas exteriormente, meu Deus!, nem sempre se poderá dizer que eles estejam limpos. Ao passo que muitos europeus, pelo contrário, lavam-se todos os dias, mesmo várias vezes por dia, mas interiormente não são puros. Observai também os gatos: não encontrareis animais mais asseados do que os gatos, mas eles não são puros. Não são puros porque só pensam nos ratos e engolem-nos com pele e intestinos. Há muitos humanos que se assemelham aos gatos!... Mas vós já sabeis tudo isto. Se formos um pouco mais alto, para exprimir a pureza no plano mental, no plano dos pensamentos, encontramos as palavras “santo”, “santidade”. Os Serafins, que São João contemplou junto do trono de Deus, não cantavam: «É limpo, é limpo, o Senhor» ou «Ele é puro, Ele é puro...» Não, eles repetiam: «Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso.» O pensamento é o domínio das intenções, dos propósitos, dos objetivos; portanto, quando um ser obtém uma grande inteligência, uma grande luminosidade, quando o seu objetivo é cumprir os projetos de Deus, realizar a vontade de Deus, ele santifica-se. Na língua hebraica também encontramos termos que exprimem a pureza nestes três planos: físico, astral e mental. O corpo físico é guph e para ele existe o adjetivo tsah, que quer dizer “limpo”. Em relação ao coração, a parte astral, que se chama nephesch, diz-se tam: “puro”. Finalmente, em relação a ruah, o espírito (ou, ainda mais acima, neschama: a alma divina), diz-se kadosch: “santo”. E os santos são designados por kédoschim. Portanto, como vedes: tsah, tam e kadosch. Para nephesch, existe mesmo um adjetivo mais adequado do que tam, é tahor. Está escrito nos Salmos: Lev tahor bara li Elohim... (Senhor, cria em mim um coração puro...) Ve ruah kadscheha al tiqar mi méni (e não me tires o teu espírito santo). Por certo se encontram as mesmas correspondências nas outras línguas. Até agora, quando ouvíeis falar da pureza, ela tinha para vós um significado geral, mas hoje, que estou a falar em pormenor das palavras “limpeza”, “pureza”, “santidade”, esta questão começa a ser bastante mais clara para vós, não é verdade? Diz-se na oração dominical: «Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...»1 Santificado e não purificado... ou lavado... ou limpo. A santificação é uma forma de purificação, mas já não é a pureza do plano astral. A santificação está ligada ao mundo do pensamento; é na maior luminosidade do nosso pensamento que o nome de Deus deve ser santificado. Na santidade está contida a ideia de luz. Como eu já vos disse, na língua búlgara existem termos que indicam essa correspondência exata. “Santo” diz-se svetia, e “santidade”, svetost. “Luz” diz-se svetlina, “eu brilho” diz-se az svetia, e “mundo”, svet. Portanto, o santo não é mais do que um ser que possui a luz que o faz brilhar, a luz que cria os mundos. É a luz que lhe confere a santidade. Em francês, as palavras “santo”, “luz”, “brilhar” e “mundo” têm raízes muito diferentes, ao passo que em búlgaro, como vedes, svetia, svetost, svetlina, az svetia, svet... têm a mesma raiz. É extraordinário! Geralmente, quando se fala de um santo, só se pensa numa das suas qualidades: a pureza; não se fala da sua luz, como se ele não tivesse luz, quando, na realidade, a santidade é uma qualidade da luz, da luz pura que brilha no plano mental, lá onde se encontram a inteligência e a compreensão. Diz-se: «Santificado seja o teu nome». Mas onde? Nas casas? Nos templos? Não, é na nossa mente, no nosso pensamento, que o nome de Deus deve ser santificado. E, para se santificar o nome de Deus, primeiro é preciso conhecê-lo, compreendê-lo em todo o seu esplendor. Vós direis: «Compreender... compreender... Mas toda a gente compreende!» De modo nenhum. Se toda a gente compreendesse o nome de Deus, as coisas seriam diferentes. Porque também está escrito: «A vida eterna consiste em conhecer-Te a Ti, o único verdadeiro Deus, e ao Cristo que Tu enviaste.» Santificar o nome de Deus é conhecer todas as qualidades, todas as propriedades, todas as virtudes do seu nome, para se poder compreender o que Ele é, o que é, na realidade, o seu espírito, o seu amor... a fim de se poder compreender como Ele criou o mundo. Portanto, conhecer o nome de Deus, santificar o nome de Deus, é um trabalho imenso, sublime. Existe um ponto sobre o qual eu gostaria de vos dar alguns esclarecimentos. Eu disse-vos ainda há pouco que se podia estar limpo sem se ser puro e que se podia ser puro sem se estar limpo, e é verdade; mas devo acrescentar que é impossível alguém tornar- -se santo se antes não se tiver purificado. Sim, para se ser santo, primeiro tem de se ser puro. Vou dar-vos uma imagem. No passado, as pessoas iluminavam- -se com candeeiros a petróleo, e todos os dias era preciso limpar o vidro enegrecido pelo fumo. Pois bem, a pureza é isso: o vidro limpo; e a luz que passa através dele é a santidade. Eis por que devemos purificar-nos; para que a nossa luz interior possa aparecer no exterior. A centelha está em cada um de nós, mas ela não pode manifestar-se porque o vidro não está limpo. Tudo está contido nesta imagem. Quando o homem for puro, a santidade poderá manifestar-se nele. A pureza é apenas uma condição, ao passo que a santidade é um objetivo. Quando a alma se manifesta através do seu coração, o homem é puro; quando o espírito se manifesta através do seu intelecto, o homem é santo. A santidade vem de cima, vem de Deus, mas a pureza vem de baixo, do lugar onde o homem tem a possibilidade de escolher e de limpar as coisas. O que é que se passa quando deitais água pura numa taça suja?... A ambrósia vem de Deus, mas o nosso cérebro, o nosso coração, todo o nosso ser, é o recipiente que nós devemos limpar para receber essa ambrósia. Vós dizeis: «Há muito tempo que eu ergo a minha taça ao Senhor.» Sim, mas o Senhor responde- -vos: «Enquanto não limpares a tua taça, eu não deitarei nada dentro dela.» Muitas vezes, os homens erguem para o Céu recipientes inimagináveis e, algumas vezes, até – desculpai-me! – bacios. Por isso, os seres do alto dizem entre si: «Se deitarmos ambrósia no seu recipiente, isso irá fazer-lhe mal.» Muitas vezes, é para nossa segurança que os seres do alto nos deixam vazios. Esta questão é muito importante, meus caros irmãos e irmãs, e deveis refletir sobre ela. A santidade vem de Deus, mas a pureza só pode vir de nós, nós é que temos de criá-la e introduzi-la em nós. A santidade vem do alto; enquanto o Espírito Santo não vem visitar- -nos, não podemos ser santos. Mas, quando o Espírito Santo vem até nós, é porque já somos puros, e pela sua presença ele santifica- -nos.2 Na oração dominical, também é dito: «Seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu.» Estais a ver? «A tua vontade». Por que é que os Iniciados desejam cumprir a vontade de Deus? Porque é um ato mágico. Desejando, com todas as suas forças, realizar a vontade do Senhor, eles ligam-se a Ele, e é justamente nessa união que conseguem tornar-se puros e santificar-se. Dir-me- -eis: «Como?... A pureza não tem nada a ver com isto!» Sim, tem! Quando um homem quer realizar a vontade de Deus, o seu ser fica ocupado, reservado, fica fechado a todas as outras influências, e então as vontades contrárias que querem servir-se dele não conseguem fazê-lo, porque ele está comprometido, reservado, ocupado, e mantém a sua pureza. Enquanto o homem não trabalhar para cumprir a vontade de Deus, todas as outras vontades, visíveis e invisíveis, dos elementais, das larvas ou mesmo dos humanos, tentam infiltrar-se para poderem servir-se dele; e, no meio de todas essas vontades contrárias – o vizinho, o primo, a tia, a mulher, etc... –, ele fica completamente desorientado e as impurezas penetram nele. Sim, um ser que não cumpre a vontade de Deus não pode ser puro nem santo. Eis uma revelação formidável para aqueles que forem capazes de compreender!... Portanto, a partir de agora, sabeis que deveis trabalhar para realizar a vontade de Deus, a fim de preservardes a vossa pureza, a vossa força, a vossa liberdade, porque, se não estiverdes ocupados a trabalhar para o Senhor, podeis estar certos de que outros seres vos darão que fazer, e depois ficareis ao serviço de todas as vontades mais incríveis, mais interesseiras e mais anárquicas que existem. Enquanto os humanos não compreenderem isto, enquanto eles não forem servidores de Deus, o seu hotel, a sua casa, a sua loja, isto é, todo o seu ser estará aberto a todos os ventos, a todos os visitantes, a todos os indesejáveis, e eles nunca conseguirão purificar-se. Como vedes, a pureza, a verdadeira pureza, a santidade, não está onde normalmente a procurais. Ela está lá muito alto, ela deve vir do alto. O rio desce da montanha, e, se captais a água na sua nascente, ela é pura, mas, se a recolherdes demasiado em baixo, ela será sempre suja, poluída e até nociva. Se quereis beber água pura, ide procurá-la no alto, muito alto, lá onde está o Senhor, e essa água lavar-vos-á, saciar-vos-á, vivificar-vos-á, tornar-vos-á imortais. Eis a verdadeira filosofia. Mas será que todos os que apregoam a pureza, todos os que apregoam a santidade, compreenderam esta relação mágica? É impossível obter a pureza em baixo. Em baixo só se pode encontrar a limpeza e, frequentemente, a sujidade. Se procurarmos símbolos da pureza em todos os domínios e reinos da natureza, o que é que encontramos? Para a terra, é o cristal, são as pedras preciosas, e sobretudo o diamante; aliás, o diamante é a pedra mais dura que existe. No domínio vegetal, o símbolo da pureza é o lótus, que nasce na água e cujas pétalas têm uma limpidez extraordinária. Questionareis vós: «E o lírio?... E a rosa?...» Sim, o lírio também; mas a rosa é outra coisa, ela é mais o símbolo do amor divino. Entre as aves, o símbolo da pureza é a pomba, e foi por isso que se representou o Espírito Santo na forma de uma pomba; mas há também o cordeiro, com a sua lã branca, a sua doçura, a sua inocência, a sua humildade. No plano astral, são os anjos, os “devas’, como também são chamados. E, subindo progressivamente nos diferentes reinos da natureza, encontrareis outros símbolos da pureza, até chegardes a Deus, que é a pureza absoluta, a santidade absoluta. Então, a partir de agora, refleti, meditai sobre esta extraordinária ideia de que o homem, o discípulo, deve desejar sempre cumprir a vontade de Deus para se preservar, se purificar e se santificar. Senão, quer ele queira, quer não, será sempre impelido a cumprir outras vontades, e essas outras vontades não serão lá muito desinteressadas, nem puras, nem luminosas. Nunca devemos inferiorizar- nos para cumprir a vontade dos humanos, como fazem muitas pessoas que aceitam obedecer às ordens de outras que são desonestas ou criminosas. É evidente que, se as vontades, os projetos e as tendências de certos homens corresponderem à vontade de Deus, quer dizer, se eles quiserem contribuir para a felicidade da humanidade, trabalhar para a abundância, a saúde, a beleza e a liberdade do mundo inteiro, então há que obedecer-lhes! Mas, se os seus objetivos forem pessoais e mesquinhos, é melhor não os seguir. Vou dar agora um exemplo para vos mostrar que os humanos não sabem ler o livro da natureza viva. Quando deixais algumas migalhas de comida no vosso quarto, ou no exterior, por que é que, pouco depois, vêm regalar-se com elas insetos de toda a espécie: formigas, vespas, etc.? Porque a sujidade atrai esses animalejos. Mas limpai tudo e eles desaparecerão! Deveis saber, igualmente, que, se mantiverdes certas impurezas nos vossos sentimentos ou nos vossos pensamentos, estas também atrairão indesejáveis que gostam de se alimentar com elas, e depois já não conseguireis livrar-vos deles. Notai: mesmo que tenteis matar os insetos, ou afastá-los, nada feito; enquanto continuardes a deixar lixo, continuareis a ter animalejos, porque estão sempre a chegar outros. Para vos verdes livres deles, tereis de eliminar as sujidades, e eles irão procurar o seu alimento noutro lado. E no plano astral, no plano mental, onde também existem pensamentos e sentimentos que fermentam, que apodrecem, aplica-se a mesma lei. Portanto, há que acabar com essas impurezas, e os indesejáveis ir-se-ão embora. Enquanto não compreendermos corretamente a pureza, quer dizer, se não a estudarmos em todas as regiões, não poderemos tornar-nos puros. Vós direis: «Sim, mas olhe para aquela jovem, ou para aquela criança... Elas são puras.» Só Deus sabe se elas são puras... e por quanto tempo! Se uma jovem for ignorante, perderá muito depressa a sua pureza, porque é uma pureza acidental e, devido à sua ignorância, ela não saberá mantê-la. Por isso, deve- -se instruir os jovens no sentido de saberem finalmente o que é a pureza. Vós direis: «Sim, mas a questão ainda não está clara, ainda não nos deu uma definição.» Eu dar-vos-ei algumas definições, não vos inquieteis; por enquanto, estou a preparar o terreno. Suponde agora que fostes a um lugar onde estavam reunidas pessoas que tinham conversas e atitudes grosseiras; ao regressardes a casa, tendes a impressão de estar sujos e sentis necessidade de tomar um banho. Depois de o terdes feito, ficais libertos dessas impressões desagradáveis e sentis-vos novamente mais leves. Já procurastes estudar isto? São essas sensações, precisamente, que deveis estudar. Por vezes, tendes a sensação de estar mergulhados num esgoto e sentis-vos pegajosos como se alguma coisa estivesse colada a vós... No entanto, tudo está limpo, mas vós não vos sentis bem e tendes necessidade de vos lavar. Ou então é o contrário: sem saberdes porquê, sentis uma impressão de pureza, de leveza... Mas já vos detivestes para analisar esses estados? Ora, é deste modo que Deus nos instrui, pois as sensações interiores são informações exatas, precisas, matemáticas. Vós direis: «Mas as sensações não são exatas, não são objetivas, não se pode confiar nelas! O que se pode ver, o que se pode pesar, medir, o que tem sempre as mesmas formas, as mesmas dimensões, sim, é seguro, mas a vida psíquica, a vida afetiva, subjetiva, não é algo sério...». Estais enganados, pois nesse domínio também existem determinados fatores, medidas absolutas, nas quais se pode confiar. Os humanos rejeitaram tudo o que diz respeito à vida subjetiva. Dada a natureza dos fenómenos psíquicos, a sua rapidez e a sua subtileza, e como ainda não encontraram aparelhos suscetíveis de captar o que se passa nas regiões do sentimento e do pensamento, os humanos deixaram esse domínio importante para os esoteristas, para os médiuns, para os Iniciados, e é pena. Mas, mais tarde, eles debruçar-se-ão sobre esses fenómenos e encontrarão a mesma exatidão, a mesma precisão matemática que existe no plano físico. O essencial é a vida. Portanto, contar somente com o que está morto, rígido, cristalizado – com o pretexto de que isso é mais fácil de estudar – e abandonar o que é vivo, não é uma atitude inteligente. Sobretudo porque, na realidade, é a vida que obedece às leis mais precisas... Simplesmente, é necessário sabermos em que aspeto deter-nos para a estudar. Por vezes, no Rochedo, ao nascer do sol, vós sentis-vos calmos, límpidos, leves..., Sim, é uma sensação feérica, etérica. Pois bem, analisai essa sensação, pois ela é uma realidade, e mesmo uma realidade mais real do que tudo o que é físico e material. E, quando vos sentis mergulhados num esgoto, por causa de uma leitura, de uma conversa ou de olhares impuros, analisai igualmente essa sensação de impureza... Vereis que no mundo subjetivo, invisível, também existem medidas absolutas. E agora direis: «Mas como podemos saber o que é puro e o que é impuro?» É muito fácil. Um dia, uma pessoa dizia-me que nunca se pode saber o que é bom ou mau, o que é justo ou injusto... Eu respondi- lhe: «Ah, não sabe? Pois bem, repare: quer dar uma bofetada a alguém, uma bofetada a valer? Então, dê primeiro essa bofetada a si mesmo. Verá certamente que não é bom para si. Portanto, é simples: também não é bom para os outros.» Como é que se descobre, quando se recebe a bofetada, que não é bom? Meu Deus, quanta luz, quanta sabedoria, quanta inteligência de repente! Quando se é afetado, sabe-se sempre o que é bom e o que é mau. Ofendei uma pessoa, insultai-a, roubai-a, dai-lhe algumas bofetadas, e vereis como, nesse momento, ela vos mostrará que conhece todas as leis, todos os códigos, toda a jurisprudência. Mas essa mesma pessoa, quando faz alguma coisa aos outros – é curioso! – não sabe se é bom ou se é mau. Quando caluniou, quando desonrou alguém, quando duvidou, suspeitou, criticou, separou, quando impediu alguém de avançar no caminho da luz, ela não sabia se isso era bom ou mau. No entanto, poderia facilmente sabê-lo: só tinha de se pôr no lugar dessa pessoa. Jesus resumiu esta grande verdade ao dizer: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.» Todas as leis da moral estão contidas nesta frase.3 Mas voltemos à pureza. Quando todos aqueles escribas e fariseus levaram a Jesus a mulher adúltera que queriam apedrejar, como estava prescrito na lei de Moisés, o que é que Jesus fez? Baixou-se e começou a escrever no solo (não foi revelado até agora que os símbolos que ele traçou eram símbolos cabalísticos); depois, Jesus disse: «Aquele de vós que estiver sem pecado atire a primeira pedra!» Portanto, só aqueles que eram puros podiam pronunciar-se ou criticar. E, como todos eles se lembraram de que tinham estado mais ou menos metidos em questões obscuras, tiveram medo. Sim, porque eles conheciam o significado dos símbolos que Jesus tinha traçado (esses símbolos diziam que o castigo recairia em seguida sobre eles, se não fossem puros). Então, eles foram abandonando o local e deixaram Jesus com a mulher. E Jesus disse-lhe: «Então, onde é que eles estão? Ninguém te condenou? – Ninguém, Senhor. – Pois bem, eu também não te condeno. Vai e não voltes a pecar.» Todos conhecem esta história, mas ela não foi compreendida. Vós direis: «Como? Mas os padres e os pastores pregaram tanto sobre isso!» Pois é, pregou-se muito e não se compreendeu nada. Por que é que as pessoas não veem que são unicamente os impuros que acusam os outros de impureza? Por que é que Jesus, que era puro, não acusou aquela mulher? É daí que eu tiro uma conclusão fantástica. Todos aqueles que são impuros veem a impureza em toda a parte e criticam-na furiosamente; ao passo que os que são puros não se ocupam das impurezas dos outros, têm mais que fazer. Aqueles que são verdadeiramente puros jamais abriram a boca para criticar alguém pelas suas impurezas, apesar de terem o direito de o fazer; mas não o fazem, porque estão acima disso. Jesus tinha todo o direito de acusar aquela mulher, mas não o fez, porque a pureza não se ocupa da sujidade dos outros. Aqueles que são puros só procuram purificar os outros, e aqueles que são impuros empenham-se em sujá-los, em caluniá-los. Mas não é nobre sujar os outros! Deixai cada um entregue à justiça de Deus: se um homem é impuro, pois bem, o Céu tirar-lhe-á a sua beleza, as suas qualidades, as suas capacidades; ele será privado de todas as bênçãos; mas não cabe a vós julgá-lo. E se caluniardes alguém que vive na pureza, por mais que façais, essa pessoa tornar- -se-á mais pura, mais luminosa, mais poderosa, e vós é que ficareis a remoer, dizendo: «Ah!... Não consigo fazer-lhe mal. Não consigo! » Sim, eis a triste sorte daqueles que imaginam que são puros e que lhes cabe julgar os outros. Se um ser é uma fonte, vós não podeis sujá-lo; portanto, em vez de o criticar, imitai-o, tornai-vos também uma fonte que, jorrando, se purifica continuamente. Há muitos anos, eu compreendi imensas coisas e, por isso, não me ocupo das impurezas dos outros. Pelo contrário, aceito-os como são, procuro ajudá-los, dar-lhes o meu amor, a minha luz, e, se eles não compreendem, tanto pior para eles! Se não seguem por este caminho luminoso, mais cedo ou mais tarde estarão num tal estado de bolor e de putrefação que toda a gente fugirá deles tapando o nariz. As pessoas mais impuras são sempre aquelas que estão insatisfeitas com a vida e que, em vez de trabalharem para realizar o mais elevado dos ideais, só se ocupam do que os outros fazem, espiam-nos, suspeitam deles e propagam dúvidas e calúnias a seu respeito. E a impureza é precisamente isso: estar cheio de suspeitas, de ciúmes, de inveja, de tudo o que é negativo. Agora, para completar o que eu vos disse ontem, far-vos-ei notar mais um fenómeno sobre o qual não vos debruçastes e que, no entanto, pode contribuir para o vosso esclarecimento. Quando bebeis um café, por exemplo, ou outra bebida estimulante, as forças circulam em vós e sentis-vos mais ativos, mais bem-dispostos, e até a vossa fé, a vossa esperança e as vossas faculdades de compreensão aumentam. Portanto, a estimulação da vossa energia nervosa produziu efeitos em todos os domínios. Mas eis que, noutra ocasião, ficastes um pouco anémicos, apáticos, a vossa vitalidade diminuiu e tudo o resto enfraqueceu também: o vosso pensamento não está tão lúcido, a vossa vontade está menos forte e perdestes a confiança em vós. Exteriormente, não há grandes mudanças, mas, no interior, algo diminuiu, o que provocou um enfraquecimento em todo o vosso ser. Depois, recuperais a força vital de uma maneira ou de outra, voltais a ter esperança e fazeis de novo grandes projetos. Não é de admirar, pois, que os jovens e todos os que têm uma grande vitalidade tenham mais esperança, mais coragem, mais alegria, mais amor, ao passo que aqueles que são idosos ou estão em pior forma se sentem mais cansados, são mais pessimistas e caminham inclinando tristemente a cabeça para baixo. Sim, tristeza e desolação... Portanto, quando Jesus disse: «Eu vim para que eles tenham a vida e para que a tenham em abundância»4, ele conhecia precisamente o papel essencial da vida. Simplesmente, é claro, essa vida de que Jesus falava não era a vida puramente biológica, a força vital. Essa, todos os homens a possuem já, não necessitam de que Jesus venha transmitir-lha, tanto mais que não é ela que produz resultados maravilhosos no plano espiritual, pois, com as forças que se encontram no estômago, no ventre, nos pulmões, no sexo, o homem só pensa em comer, em beber, em lutar, em ir para a cama com as mulheres, etc. Quando Jesus falava da vida, referia-se à vida espiritual, porque é essa a verdadeira vida que nos dá todas as possibilidades de desenvolvimento. No momento em que começardes a viver nessas correntes que vêm diretamente de Deus, tornar-vos-eis nobres, fiéis, sábios, fortes. Essa vida incitar-vos-á sempre a elevardes-vos, a espalhar por toda a parte a luz, a esperança e o amor. A vida espiritual é capaz de despertar no homem os melhores pensamentos e sentimentos, e é por a terem abandonado que os humanos se tornaram cada vez mais ambiciosos, grosseiros, sensuais, ignóbeis e cruéis. Sim, meus caros irmãos e irmãs, vós deveis procurar, continuamente, alcançar a vida espiritual, aproximar-vos dela, fazê-la jorrar... Evidentemente, isso não é fácil, porque ela vem de muito alto, e é necessária toda uma instalação, toda uma “tubagem”, para a captardes, a fazerdes circular em vós e estardes sempre dessedentados, irrigados, inspirados. Mas, quando começais a experimentar esta vida, compreendeis as vantagens de a viver. Se Jesus orava para que os seus discípulos tivessem essa vida era, evidentemente, porque eles ainda não a tinham. É certo que eles tinham algo que se aproximava da verdadeira espiritualidade, mas não a quinta-essência da vida espiritual. Se Jesus lhes disse: «Eu vou enviar-vos o Espírito», foi porque eles ainda não o tinham recebido. Os cristãos pensam que os apóstolos estavam prontos a receber todas as revelações. Mas não, foi graças a Jesus que eles puderam recebê-las. Jesus intercedeu por eles e eles receberam essa vida espiritual a que se chama a vida eterna.5 A vida eterna não é mais do que a vida espiritual. Não se deve entender a vida eterna como um tempo infindável; não, um só segundo, pela sua qualidade, pode ser uma eternidade. Não é um tempo longo que faz a vida eterna, é a qualidade da vida espiritual, da vida divina. Mesmo sem viverem eternamente, os humanos podem viver a vida eterna. A vida eterna nunca significou uma eternidade na terra, como afirmava aquela seita em que todos imaginavam que nunca morreriam. E quando eles morriam, evidentemente, era por acidente. Portanto, morriam todos por acidente e nenhum pela vontade de Deus. É curioso, não é?... Muitos cristãos estão cheios de ilusões, vivem num grande engano!... E, aliás, não são os únicos. Existem muitas outras seitas que ainda alimentam conceções erradas, mas, um dia, tudo isso será revisto. Alguns dirão: «Mas vós também fazeis parte deles, o vosso Ensinamento é uma seita.» Não, não! O nosso Ensinamento é o único que não é uma seita. E um dia eu disse mesmo uma coisa muito ousada: eu disse que, neste momento, a Igreja Católica é uma seita, porque não aceita certas verdades universais. Sim, apesar de a palavra católico significar universal, a Igreja Católica é sectária. Ao passo que o nosso Ensinamento é um Ensinamento universal e, um dia, ele é que estará propagado por toda a parte. Vós direis: «É claro que está a pregar para a sua capelinha.» Pois bem, não é uma capelinha, senão eu teria sido o primeiro a abandoná-la há muito tempo. Sim, o primeiro... E sabeis por que é que nós não temos um templo? Porque um templo construído com materiais humanos seria sempre pequeno, limitado. Existe já um templo, o único templo de Deus: o universo inteiro; por isso, não é necessário construir outro templo. Além disso, nós também somos um pequeno templo, e é nesse templo que devemos celebrar os ofícios. Sim, interiormente, devemos estar sempre no nosso próprio templo. Há muitas pessoas que, quando não estão numa igreja, já não sabem orar ao Senhor; como se o Senhor só estivesse dentro das igrejas! Essas pessoas não sabem penetrar no seu próprio templo; no entanto, lê-se nas Escrituras: «Vós sois um templo do Deus vivo.»6 Sim, vós sois um templo e deveis manter esse templo limpo e puro. Mas os cristãos deixam arruinar o seu templo, deixam- -no encher-se de lixo e, uma vez por ano, vão aos templos que os humanos construíram. Isso é muito pouco e não é assim que eles se transformarão. É preciso estar no seu próprio templo diariamente, durante todo o dia e toda a noite, nunca sair, e, de vez em quando, ir ao grande templo da natureza. Eis a filosofia do futuro, a religião do futuro. Então, sim, haverá uma esperança de o homem mudar, de ele se transformar, porque estará dia e noite no seu templo para o purificar, o adornar, a fim de que o Senhor e os anjos venham instalar-se nele. Ao passo que agora as pessoas vão uma vez por ano acender uma vela!... Isso é ridículo e absurdo! E mesmo uma vez por semana é muito pouco. Quando os homens não eram tão evoluídos, fixou-se um dia da semana para ir à igreja. Mas, na nova religião, serão sete dias na semana. Sim, toda a semana, toda a vida... Só um dia é demasiado fácil... Durante os outros seis dias, as pessoas fizeram as suas tramoias, mentiram, cometeram adultérios, e depois, no sétimo dia, vão durante alguns minutos à igreja, molham os dedos na água benta, e pronto! Se isso fosse eficaz, daria melhores resultados. Em todo o caso, eu não acredito. Nesse domínio, eu sou o maior descrente e o maior incrédulo. Eu creio em coisas mais eficazes do que isso. Vós objetareis: «Como?! É horrível o que está a dizer-nos!» Não. Os fundadores das religiões eram grandes psicólogos e grandes pedagogos, sabiam o que faziam; eles conheciam a natureza humana e sabiam muito bem que, numa época em que não era possível exigir muita coisa aos humanos, eles deviam limitar as suas prescrições. Mas está a chegar o momento em que as pessoas dirão: «Só um dia para ir à igreja?... Não, eu quero estar lá dia e noite e dormirei lá.» E que igreja é esta? A sua própria igreja, o seu próprio templo.., porque, se pegardes no vosso colchão e fordes para uma igreja, vereis o que acontecerá! Portanto, na nova religião, os homens comerão, beberão, dormirão, falarão e abraçar-se-ão na sua própria igreja, segundo as regras da santidade. Dir-me-eis: «Meu Deus, que subversão!» Sim, e devemos alegrar-nos com isso. Muitas das regras eram boas apenas para uma determinada época e vão ser modificadas. Haverá uma nova filosofia, uma nova religião, que serreligião solar. Durante séculos, ela foi deformada, mas agora, finalmente, vai ser conhecida. Meus caros irmãos e irmãs, a vida espiritual é tudo o que deveis pedir, pois, quando ela vos visitar, porá a funcionar todos os aparelhos que estão em vós; então, o vosso cérebro refletirá melhor, o vosso coração alegrar-se-á mais, a vossa vontade ultrapassará melhor os obstáculos, o vosso corpo físico será mais vigoroso e podereis executar mais facilmente todos os vossos trabalhos. Eu dizia-vos há pouco que, quando alguém perde a sua força vital, começa a não ver, a não sentir, fica como que morto. No entanto, os seus órgãos, as suas faculdades, continuam lá; não se lhe tirou nada, só lhe falta a força vital. Mas eis que a força vital volta e tudo recomeça a funcionar. Então, como é que não se compreende que acontece o mesmo em relação à força espiritual? Existem no homem centros, chacras, toda a espécie de instalações desconhecidas; 7 se eles não funcionam, é porque não há corrente, não há “gasolina”, não há essa energia espiritual. No dia em que puder manifestar-se, essa energia irá despertar todos os outros centros, que não são apenas centros físicos, mas também centros psíquicos, espirituais, e o homem começará a aperceber-se da existência de outras entidades, de outras criaturas, de outros poderes, de outras forças que circulam. E então, quanta riqueza virá das suas pesquisas, das suas descobertas! Ela será infinita... E a origem disso é a energia espiritual que veio para alimentar tudo, para despoletar tudo. Se regardes uma flor que está a morrer, ela recuperará a vitalidade. Ou, então, se uma cenoura estiver um pouco murcha e a colocardes em água, pouco tempo depois ela ficará de novo rija e vigorosa. O que se passou?... O Senhor pôs uma ciência extraordinária em todos os fenómenos minúsculos que ocorrem à nossa volta, mas as pessoas não os observam, não refletem acerca deles para compreender que tudo está ligado, e por isso não veem qualquer significado no que quer que seja. Ficais admirados com o facto de tão pequenas coisas me dizerem assim tanto? Sim, elas são as letras do livro da natureza viva e eu estou a decifrá-las. Eu detenho- -me em cada letra e aquilo que descubro é extraordinário. É esta a vida nova, meus caros irmãos e irmãs. E esta vida nova a que eu me refiro é precisamente a vida espiritual de que Jesus falava. É só nessa vida espiritual que se encontra a pureza. Todos os Iniciados que conseguiram ligar-se à Fonte divina conhecem a pureza; todos os dias eles vivenciam essa pureza, em primeiro lugar como uma sensação de leveza, de limpidez, de frescura, pois essa sensação é uma particularidade, uma propriedade da vida espiritual. É a vida espiritual que nos dá, dia e noite, a sensação de estarmos limpos, lavados, purificados e santificados. Ficai bem cientes de que a pureza não está onde as pessoas a procuram. É na vida divina que se encontra a verdadeira pureza, e – repito-vos! –, quando viverdes essa vida divina, ninguém poderá sujar-vos. Mesmo que vos salpiquem de lama, mesmo que vos caluniem, não poderão sujar-vos. Mas, se não viverdes a vida divina, seja o que for que façais, sentir-vos-eis sempre impuros, sempre sujos por algo pegajoso de que não conseguis desembaraçar-vos. Há pessoas que estão sempre com a sensação de que são pecadoras, criminosas, e repetem: «Estou condenado... Estou condenado.» Na realidade, elas não cometeram qualquer crime, mas sentem-se impuras e julgam-se condenadas, porque a vida divina ainda não as visitou. Quando a vida divina tiver vindo visitar-vos, nada nem ninguém poderá sujar-vos, porque do exterior ninguém se mancha. É do interior que as pessoas se sujam. Era isso que Jesus queria dizer: «Não é o que entra na boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca. O que sai da boca vem do coração e é isso que torna o homem impuro.» A impureza vem de dentro: do coração, dos desejos, dos pensamentos; sim, a impureza vem de dentro. Como vedes, está escrito. Le Bonfin, 28 de agosto de 1966 Notas 1. Cf. «Notre Père», Brochure n.° 313. 2. Cf. As revelações do fogo e da água, Col. Izvor n.° 232, cap. XVIII: «A descida do Espírito Santo». |
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Especiais: ÍNDICE Parte I Iésod reflete as virtudes das outras séfiras ......9 Parte II Como compreender a pureza ....................... 23 1. A alimentação, ponto de partida para um estudo da pureza ........................................ 25 2. A triagem ............................................................... 31 3. A pureza e a vida espiritual ................................... 43 4. A pureza nos três mundos ..................................... 57 5. O rio da vida .......................................................... 73 6. A paz e a pureza ................................................... 87 7. O poder mágico da confiança ................................ 93 8. A pureza na palavra ............................................. 109 9. Elevar-se para encontrar a pureza ....................... 117 10. «Bem-aventurados os puros de coração...».. ..... 127 11. As portas da Jerusalém celeste .......................... 141 Parte III O amor e a sexualidade ............................... 149 Parte IV Métodos de purificação ............................... 179 1. A nascente ............................................................ 181 2. O jejum .................................................................. 191 3. Como lavar-se ....................................................... 197 4. O verdadeiro batismo ............................................. 207 5. Como trabalhar com os anjos dos4 elementos durante os exercícios de respiração.............................................................. 211 . |
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