Ir para o conteúdo Ir para rodapé

RUMO A UMA CIVILIZAÇÃO SOLAR

Autor:Aïvanhov, Omraam Mikhaël

10.00

Informação adicional

Peso 160 g
Ano

2010

Edição

1

Idioma

Formato

110X180

Encadernação

Cartonada

N. Pág.

143

Colecção

REF: 596 Categorias: , , , ID do produto: 23435
Partilhe:

SINOPSE:

Aquele que quer ter uma influência benéfica sobre os humanos, deve estar diariamente em contacto com o Sol para receber um pouco da sua luz, do seu calor e da sua vida, que depois poderá transmitir aos outros. Enquanto não vos impregnardes conscientemente da presença do Sol, da sua irradiação, deixar-vos-eis arrastar para manifestações inferiores. Quase só se vê, no mundo, pessoas que querem aproveitar-se dos outros, subjugá-los, esmagá-los, e esses exemplos não são dignos de glória! Ao passo que, com o Sol, vós tendes a imagem de um ser generoso, cheio de amor, e sois influenciados. Ainda que o Sol não seja uma criatura dotada de inteligência e de razão no sentido no sentido em que nós compreendemos estas palavras, o contacto com a sua luz e o seu calor não pode deixar de nos inspirar pensamentos mais vastos e sentimentos mais fraternos.

Omraam Mikhael Aivanhov

Nós temos um corpo físico cujas partículas se
renovam de sete em sete anos. Então, evidentemente,
pode -se perguntar: uma vez que se faz esta
renovação, porque temos nós sempre os mesmos
maus hábitos, as mesmas fraquezas, as mesmas
doenças? Porque as novas partículas recebem as
influências dos registos já gravados na matéria viva
do nosso ser e são obrigadas a obedecer às velhas
directivas. É por isso que as novas partículas não
conseguem mudar o nosso temperamento, expulsar
as nossas fraquezas.
Este fenómeno pode ser comparado à maneira
como funciona um escritório ou uma fábrica. De
tempos a tempos, devido às doenças, à velhice ou
à morte, é necessário substituir alguns membros
do pessoal e contratam -se novos empregados,
mais jovens, mais vigorosos. Porém, para realizar
o trabalho, estes são obrigados a adequar -se àquilo
que faziam os empregados que os precederam. Portanto, mesmo que as pessoas sejam novas, as
suas ocupações são as mesmas. É isso que se passa
também com as novas partículas que nós recebemos
através das nossas diferentes actividades: a alimentação,
a respiração, a refl exão, a sensação, etc… Por
isso, se quisermos que estas novas partículas sejam
verdadeiramente novas e produzam novos efeitos,
devemos dar -lhes uma outra orientação, im primir-
-lhes outro cunho, e eu já vos apresentei um certo
número de exercícios para o conseguir.
Na realidade, o método mais efi caz para renovar
a matéria do vosso organismo é o de saber trabalhar
com o Sol, e eu explicar -vos -ei como fazê-lo. Todas
as manhãs vos colocais perante o Sol, que envia,
por todo o espaço, partículas luminosas de uma
grande pureza. O que vos impede, então, de vos
concentrardes para repelirdes do vosso ser físico e
psíquico as velhas partículas gastas, amortecidas,
doentias, a fi m de as substituirdes pelas partículas
novas que vêm do Sol? Eis um exercício dos mais
úteis que podeis fazer ao nascer do Sol: através
do vosso pensamento, da vossa imaginação, tentai
captar essas partículas divinas e colocá-las em
vós… Assim, pouco a pouco, ireis regenerando
completamente a matéria do vosso ser; graças ao
Sol, pensareis e agireis como um fi lho de Deus.
A doença não passa de uma acumulação, nocurardes deveis eliminá -las. É esse o verdadeiro
conceito de saúde: a limpeza! É tão importante
saber recolher de manhã as partículas que o Sol nos
traz porque elas são as únicas que não produzirão
em nós qualquer entupimento, qualquer impureza.
Tudo o que vós comeis, bebeis e respirais deixa
resíduos, é inevitável. Só os raios do Sol são feitos
de uma matéria que não deixa resíduos. É por isso
que precisamos de aprender a alimentar -nos deste
elemento superior que é a luz.
Se eu perguntar quanto tempo um ser humano
pode fi car sem comer, responder -me -eis:
«Quarenta, cinquenta, sessenta dias…» E quanto
tempo sem beber? – «Dez dias, quinze dias…» – E
quanto tempo sem respirar? – «Somente alguns
minutos». Portanto, é evidente que, para o homem,
o alimento sólido (que corresponde à terra)
é menos importante do que o alimento líquido (que
corresponde à água), e o alimento líquido é menos
importante do que o alimento gasoso. E se eu agora
perguntar quanto tempo um ser humano pode fi car
sem fogo, responder -me -eis: «Ora… pode fi car
anos. Há quem tenha passado anos sem aquecimento,
e até quem nunca o teve!» Na verdade, não se
trata desse fogo, mas do fogo que está no homem, e
este, no momento exacto em que o perde, o homem
morre. Sim, no momento exacto em que o coração
perde o seu calor, o homem perde a vida. O fogo
é, pois, o elemento mais importante no homem, e
organismo, de matérias estranhas a ele, e para vos por isso este deve aprender a alimentar -se dele e a preservá -lo em si.
Eis algo de novo. Os humanos estão habituados
a alimentar -se somente de elementos sólidos,
líquidos e gasosos, mas o que fazem eles do quarto
elemento, o fogo, a luz? Pouca coisa… nada,
mesmo! Eles não sabem alimentar -se da luz que,
contudo, lhes é ainda mais necessária do que o ar.
Por isso, todas as pessoas que nos criticam e nos
ridicularizam porque vamos de manhã ao nascer
do Sol mostram que são ignorantes e – ouso dizê-
-lo – tontas! Nós assistimos ao nascer do Sol para
nos alimentarmos de luz, e, em vez de troçarem
de nós, mais valia, para elas, fazerem o mesmo. O
homem tem necessidade de se nutrir de luz para
alimentar o seu cérebro. O cérebro também quer
comer!… E a luz é o seu alimento: é ela que desperta
as faculdades que permitem ao homem penetrar no
mundo espiritual. Enquanto o homem se contentar
em alimentar o seu cérebro com partículas sólidas,
líquidas e gasosas, que não são aquelas de que ele
mais necessita, fi cará muito limitado na sua compreensão.
Compreenderá, talvez, as coisas da terra,
mas escapar -lhe -ão os mistérios do Universo.
Vós direis: «Está bem, mas ao comer e ao beber
também se alimenta o cérebro.» É verdade, mas
só a sua parte menos subtil. Porque o cérebro,
que é um órgão hierarquizado, tem diversas áreas:
umas constituem centros que nos permitem desenvencilharmo -nos nas realidades do mundo
material e intelectual, mas outras são centros capazes
de entrar em relação com as realidades do
mundo divino. Se aprenderdes a alimentar o vosso
cérebro com este elemento subtil que é a luz,
os resultados serão diferentes. A tradição refere
que, um dia, Zoroastro perguntou ao Deus Ahura
Mazda como se alimentava o primeiro homem, e
Ahura Mazda respondeu -lhe: «Ele comia fogo e
bebia luz.»
Dir -me -eis: «Pois é, mas, para substituir todas
as nossas partículas velhas, talvez sejam precisos
séculos». Não, podeis acelerar esta transformação
pela intensidade do vosso amor. Quanto mais amais
a luz, mais a atraís para vós.
A maior parte dos humanos têm em relação
ao Sol a mesma atitude inconsciente que têm em
relação à alimentação. Não se preocupam com a
maneira como comem. Passam as refeições a falar,
a gesticular, a discutir, e estão convencidos de que,
apesar disso, o organismo se encarregará de receber
e seleccionar todos os elementos necessários ao seu
bom funcionamento. E é verdade que o organismo
se encarrega disso. Mas o que eles não sabem é que
o alimento contém forças e elementos subtis, vindos
do espaço, que só uma alimentação consciente
pode permitir -nos receber. Estes elementos, que
pertencem ao plano etérico, ao plano astral e até
ao plano mental, podem ajudar -nos a melhorar os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, todo
o nosso comportamento. Sim, mas, uma vez mais,
na condição de se saber comer conscientemente,
inteligentemente.
E é exactamente o que acontece quando se assiste
ao nascer do Sol. Se estiverdes lá, sentados
defronte do Sol, ocupados a pensar noutra coisa,
recebereis sempre alguns benefícios físicos do seu
calor e da sua luz, mas não recebereis os elementos
mais subtis que podem ajudar -vos na vossa
evolução espiritual. Se estiverdes conscientes de
que, através dos seus raios, o Sol vos transmite a
sua vida, o seu amor, a sua sabedoria, a sua beleza,
preparar -vos -eis para recebê-los, abrireis em
vós próprios milhares de portas pelas quais estes
raios podem entrar para depositar os seus tesouros,
e deste modo enchereis todo o vosso ser com os
benefícios do Sol.
É por isto que é tão importante ter consciência
daquilo que o Sol representa. Só assim podereis
receber os elementos que vos ajudarão a aprofundar
as leis e os mistérios da Natureza, a saborear a paz
e a felicidade.

ÍNDICE

I O sol, iniciador da civilização ………………… 7
II Surya-yoga …………………………………………. 21
III A procura do centro …………………………….. 43
IV O sol como fonte de alimento ……………….. 59
V O plexo solar ………………………………………. 73
VI O homem à imagem do Sol ………………….. 81
VII Os espíritos das sete luzes ……………………. 95
VIII O modelo solar …………………………………. 109
IX A verdadeira religião solar ………………….. 125