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HIERÓGLIFOS DO COSMOS – A Poesia do Amor Cósmico

Autor:Maria Adelina J. Lopes

13.50

Informação adicional

Peso 210 g
ISBN

978-989-8147-79-0

Ano

2012

Edição

1

Idioma

Formato

145×210

Encadernação

Cartonada

N. Pág.

144

Colecção

REF: 633 Categorias: , , ID do produto: 23462
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HIERÓGLIFOS DO COSMOS
A poesia do Amor Cósmico

O som era um dardejar de asas suspensas no espaço longínquo, e ao mesmo tempo tão próximo que sabia ser esta, também, a minha vibração.
Passeios fortuitos de visita ansiada, onde as estrelas se movem com graça, e os céus são alamedas móveis que ninguém conduz.
A inspiração nasce sob a forma de brisa suave que baloiça os sentires com impressão relevada. Diferente da prosa, esta forma de escrita não é feita de letras, mas de uma emoção fluida, sem fronteira entre o amargo e o doce, envoltas na neblina de um profundo sentimento de compreensão e amor, por toda a humanidade.
Sou profundamente grata pela experiência vívida das expressões de amor sublimado e redentor entre Anjos…os do Céu e os da Terra.
M. Adelina

VIDA

Vida sem sonho é vida perdida
Bátega de água sem destino
Rega, sem campo ou cultivo

“O Sonho comanda a vida”
Ao inverter o paradigma
A vida, comanda o sonho

Vivo! o sonho de me saber
A juntar vontade e querer
A ser, o sonho pelo qual vivo

Estrelas do meu horizonte, viver, é estar presente!
Na lucidez da mente, criar o sonho do renascer!
Ser-se humano, e vivo, é o abraço fraterno sonhado
E pela senda dos teus passos, eternizado.

No céu moldado, ninho de cristal
Sou o reflexo, da luz universal
Em passinhos miudinhos me arrimo
No colo fecundo dos seres do mundo

Sou doçura, ternura, alegria, consolo
Deixo esteira de estrelas no ósculo sagrado
Pelos lábios desenhado, em beijos recriado
Sou o teu próprio coração, de saber iluminado

Vê-te no meu olhar, na glória do teu Ser
Jazida de bem-querer à espera de nascer
Em efusão de amor, sê o vinho do Graal
Com Ele assumido, na Ceia da noite milenar

CANÇÃO DA ALMA

Pela voz dos poetas aprendemos a soletrar
A fala do coração sem semântica ou erudição
Na minha parcela do teu ser descobri
O poeta em ti que em minha voz se coloca

Pensamento cruzado, abraçado, sublimado
Pelo meu código, decifro o do teu ser
Por cartas nunca escritas, palavras nunca ditas
Quanta poesia gerada na parte minha, que é tua

Como alva veste que ao presente se ajusta
Recrio paisagens, que no teu olhar reflecti
Sonhos, tormentos, promessas, beijos, encantos
Qual vide enraizada nos socalcos do teu ser

No sentido oculto que a palavra deixa passar
Os conflitos, no coração vou peneirar
Sendo a Alma semente que em si se recria
No feno da tua eira senti o aroma do lar

Na senda dos raios solares, o percurso convida
Do arco-íris às estrelas, muito ainda há a descobrir
O meu Eu em ti será lembrança perene do poder do amor
O teu Eu em mim será fio condutor no Caminho da Luz

ACEITAÇÃO

Tamborilar sereno percorria meu sono
Acordes diversos me embalavam
Com braços de aconchego
Frases belas sussurravam

Na neblina d`um sonho desfeito
Percorri o vento, a indagar
A origem daquele tom,
Que também sabe amar

Na fonte do interno saber
Vi o eco daquele murmúrio
Afinal era a chuva! Que de novo,
Nos vinha abençoar….

Acordei com pés descalços
Na terra molhada, a chapinar
Abracei a chuva,
E por ela me deixei abraçar

Só na fusão desse enlace
Decifrei a mensagem do som
“Pelo calor do Sol te alimentas
Pela força da Água vivificas”

Se sem Um não vives
Sem a Outra não perduras
Entende a “Aceitação”, porque
Tudo é graça, Tudo é graça, Tudo é graça

APRENDIZ

Passos molhados, serenos
Na estrada deserta flutuam
Em silencio, sem nada dizer
És, o que arde sem se ver

Muro de ardósia incolor
Na mente vais esculpir
Em moldes de negação
Fazes abstracto o sentir

Olha-te no espelho do saber
Impõe vigília ao teu viver
Nesse traçado sinuoso
És tu, a estrela do pastor

Em sonho, és vida e poder
Quadriga de vencedor
Pelas vias do infinito
Tua voz, tentas soerguer

Eleva teu Ser na luz do amor
Porque és farol irradiante
Que no cosmos se inicia, e
No bem-querer se perpétua

BRANCAS NOITES

Brancas noites…..
Dos Anjos vozes amenas
Soam canções de ninar
Em puro idioma estelar

A dor é ilusão, saudade criação
Quando em jardim florido,
Apenas a uma só flor
Devotas o teu amor

Cada fragrância
É fragmento de cor
Na manta de retalhos
Da tua missão de amor

No sal de cada lágrima
Que tua Alma nos envia
Moldamos as estrelas
Que vão ligar corações

O trilho da separação
É outra rota da ilusão
Procura no teu ser
O selo sagrado, da união

Noites brancas
De cura e elevação
Em braços embalada
Meu Anjo guardião

CORAÇÃO

Coração, farol pulsante
Na luz do sol adormecido
Pelo dia mondas o trigo
Nas eiras do conhecido

Em noites de luz opalina
Qual sombra peregrina
Pelos palcos do infinito
És voz de Deus, a orar

Escuta o eco do som
De teu próprio coração
Semeias saber e querer
Nos reinos do alem -ver

Abre as comportas
Da eclusa do teu ser
Derrama água sagrada
És luz e graça do Criador

Ser amado, reflecte o poder
Na serventia dos grãos
Das colheitas celestes
Com que foste abençoado

DANÇA…

Faz uma vénia à chuva
Abre os teus braços ao vento
Firma os teus pés no chão
Que o teu canto seja fogo

Dança….

Salpica-te de prata
Rodopia com os Anjos
Abençoa a terra
Que a teu som seja cura

Dança….

No fluir do sentimento
Eleva o teu pensamento
Purifica o amargor
Deixa entrar o Amor

A LUZ DO TEMPO

Tempo escorreito que da água imitas o jeito
Denso ou fluido, esquecido, ou na memória retido
Pela cordilheira das eras segues percurso, ou será destino?
Que te posso dar, ó tempo, do tanto que me foi concedido

De Deus sou o alento, sopro de amor, que tudo põe no lugar
O passado, é apenas a pausa, para tudo poder abarcar
O futuro, ilusão do teu pensar, tudo é presente, imanente
Tempo, é vento em fúria, ou brisa de embalar, é o Teu Ser

Tempo sem tempo, em ti, quero navegar
Pelas praias e grutas de todas as vidas passear
Ás ondas, conchas, seixos, pérolas, abençoar
No Amor, Ser e Estar, para que Deus continue a respirar