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TIITI DE GAYPORT – Um Tributo ao Amor

Autor:M. Helena Capêto

20.00

Informação adicional

Peso 400 g
ISBN

978-989-8691-06-4

Ano

2014

Edição

1

Idioma

Formato

145 x 210

Encadernação

Cartonada

N. Pág.

246

Colecção

REF: 696 Categorias: , ID do produto: 23483
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Pela venda de cada exemplar de TIITI DE GAYPORT, será entregue 1,50 € ao GRUPO LOBO.

O Grupo Lobo faz parte do Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências de Lisboa e mantém o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico em Mafra.

Contactos: globo@fc.ul.pt
http://lobo.fc.ul.pt/?page=conteudos/cr_lobo_iberico
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Agradecimento

Fui agraciada com a dádiva da companhia, durante onze anos, da minha muito, incondicional e para sempre amada Tiiti. Presenteou-me com a sua existência ao meu lado durante os momentos mais difíceis que atravessei. Escolheu-me, a mim, apenas uma simples humana. Dedicou-me toda a sua vida oferecendo-me o mais puro e verdadeiro Amor. Todos os outros me ensinaram também e a minha gratidão para com eles é eterna. Mas ela é especial, é daqueles seres únicos que transformam a nossa vida de uma maneira inimaginável, que nos ensinam sem mentiras, sem rodeios, sem falsidades, bastando para tal simplesmente a noção do pouco que sabemos e estarmos disponíveis para crescer.
Aprendi o que é ser humano e o que é não ser apenas isso. Ser humano no contexto actual é ser indivíduo, é ser individual com todas as perversas implicações que isto tem, é estar separado da unidade que é a Natureza no seu todo. Ao perceber o que é não ser apenas humano, um universo de conhecimento revela-se-nos em toda a sua pujança e beleza deixando-nos atónitos perante a imensidão do que nos escapa aos sentidos diariamente. O que quer que eu diga será demasiado pouco para agradecer tamanha dádiva tão incalculavelmente preciosa.
Este livro é um tributo, uma homenagem, do mais profundo do meu coração, a este ser magnífico, indescritível em todos os aspectos, que decidiu viver comigo, partilhar e ensinar-me que a vida não é o que parece ser. Não foi fácil para ela e também não o foi para mim. As falsidades e manipulações que nos atingem ininterruptamente destroem a nossa ingenuidade, deturpam o nosso raciocínio e forçam-nos a criar um muro de quase intransponível cepticismo, crendo que só assim poderemos sobreviver.
Para sermos ensinados temos que estar disponíveis para aprender, temos que ter a consciência de que não sabemos praticamente nada do que nos rodeia, que a vida não é o que imaginamos, que estamos muito limitados pelas nossas condições biológicas que precisamos de desenvolver e transcender.
Ao longo desses onze anos tive ainda a dádiva da amizade e ajuda de todas as pessoas que cito neste, que para mim será sempre pequeno, tributo que presto à minha para sempre incondicionalmente amada Tiiti. São pessoas como estas, e outras que vivem e caminham por este mundo fora, que têm ao seu alcance ir modificando a consciência mundial para que a sociedade humana possa de uma vez por todas sair deste caminho insano e iniciar o percurso na direcção de uma verdadeira civilização planetária, liberta do dinheiro, liberta das trocas, liberta dos impérios, liberta de qualquer espécie de escravatura. Uma civilização que de uma vez por todas entenda e interiorize que não tem como sobreviver sozinha, que compreenda que todas as espécies sem excepção fazem igualmente parte, sob todos os aspectos, deste imenso ecossistema e organismo dinâmico que é o planeta Terra que nos sustenta gratuitamente a todos e nos fornece tudo o que necessitamos para nele viver.
Nascemos livres e livres devemos morrer. Voar como os pássaros, sem amarras, vagar pelo planeta se nos apetecer, partilhar conhecimento, ajuda e sabedoria. Usar a inteligência para nos reinventarmos e, acima de tudo, respeitar a Natureza.
Após ter terminado de escrever este tributo, mais amigos vieram ajudar, agora para a fase final da composição gráfica. Idalina Borrego, uma vez mais minha amiga querida, minha irmã de coração, obrigado. Obrigado também Sandra Clemente pela dedicação, tanto as capas como as fotos estão lindas. Obrigado Carolina Santos e Pedro Custódio, por todo o apoio e também por tudo o resto. Um obrigado também muito especial para a médica Maria José Reis, outra pessoa magnífica por quem tenho um carinho e uma amizade muito grandes, e que tem dedicado a sua vida a salvar e ajudar incondicionalmente quem precisa. Obrigado a todos, os que cito e aqueles que, de uma forma ou de outra, estiveram presentes, muito, muito obrigado!

Um coração abre-se e uma consciência aprofunda-se. Quando isto acontece há coisas que nunca mais temos coragem de fazer e muitas outras que passam a integrar a nossa vida. Modificamo-nos como indivíduos e, até sem darmos por isso, o que nos rodeia também se modifica. É como a propagação de uma onda num charco. Alguém cresce e evolui, a seguir crescem e evoluem mais dois que vão propagando a onda ao longo do planeta. Quem sabe um dia, daqui a alguns anos, talvez muitos, embora a eterna esperança seja de que não sejam assim tantos, uma verdadeira
civilização planetária cresça forte e firme derrubando todos os obstáculos que a têm impedido de se implementar, e a integração na a Natureza, afinal a verdadeira Mãe de todos nós, passe a ser a forma geral de viver neste planeta, tão belo e tão generoso.

Um agradecimento muito especial vai também, como não poderia deixar de ser de ser, para a amiga Elisa Flora, dona, se é que se é dono de alguma coisa, da Publicações Maitreya. Obrigado minha amiga pela publicação deste tributo, e pela dedicação. Não posso deixar de referir a persistência, apesar de todas as dificuldades que isso ainda representa, em manter uma editora com padrões de estrutura diferentes, com padrões do que seria o início de uma futura civilização planetária. O caminho a percorrer para aí chegarmos ainda é imensamente longo mas aqui e ali já começa a ser delineado por todos os que já perceberam que é por aí que temos que ir, sob pena de a Natureza tomar medidas drásticas piores que as que já começaram a fustigar-nos.

M. Helena Capeto

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Pouco me importa que alguns que leiam o que estou a escrever opinem que se trata apenas de uma história. Eu sei que é a verdade e isso é quanto me basta. Opiniões baseadas em nada valem outro tanto: nada.
Em Dezembro são as tais celebrações do Natal, aquelas celebrações durante as quais há “famílias” que se reúnem hipocritamente
um dia para continuarem a brigar e a desunirem-se o resto do ano. Na altura eu vivia em casa dos meus pais e tive que deixar passar essa festividade e mais a do Ano Novo. Mas o meu coração não se calava e o apelo era cada vez mais forte.
Eu não sabia onde encontrar um Pastor Alemão. Comecei a procurar e a perguntar. Para comprar eram caríssimos e nem assim havia. Conversei com alguns militares conhecidos pois as forças armadas têm cães desta raça, mas na altura não houve ninguém que me conseguisse encontrar um que fosse. É bem verdade que o coração tem razões que a razão desconhece completamente.
Por mais que procurasse por toda a parte, não conseguia encontrar um Pastor Alemão em lado nenhum. O meu coração clamava, eu procurava, mas estava a revelar-se deveras difícil encontrar.

Um belo dia, ao pegar no jornal que era distribuído semanalmente pelas caixas de correio, de repente o meu olhar caiu sobre um anúncio de um criador que tinha uma ninhada para vender. Liguei e atendeu-me uma senhora que me disse de imediato que, se fosse de alguma loja de animais, nem pensasse em ir buscar algum cachorro porque não me entregaria nenhum.
Expliquei à senhora que eu era uma particular que procurava um Pastor Alemão porque queria muito ter um. Depois de umas tantas perguntas, concordou que fosse lá buscá-lo.
Cheguei a uma quinta enorme, metida no meio do belo arvoredo de Sintra. A senhora mostrou-me os pais dela, dois Pastor Alemão muito grandes e lindíssimos que estavam por ali à vontade. A ninhada, com dois meses e meio de idade, já desmamada e a comer ração, lá andava feliz e contente também.
Devo ter sido a única pessoa para quem a Tiiti correu pois nunca mais quis conversa com ninguém. Foi amor à primeira vista.
Foi como se subitamente um laço nos envolvesse os corações e os ligasse para sempre. Eu até ia com ideia de trazer um macho, mas quem veio foi ela. A senhora estava com algum receio que a mãe da Tiiti reagisse mal ao facto de a filha vir comigo, mas parecia que a mãe sabia de tudo pois aproximou-se e olhou atentamente para a filha, levantando depois os olhos para mim.
Afastou-se não se aproximando mais, nem sequer quando lhe peguei ao colo para a trazer para o carro.
Não posso afirmar que a comprei porque o que paguei foi praticamente a consulta ao veterinário onde ela já tinha ido e a primeira dose das vacinas que já tinha tomado. A criadora pegou-lhe carinhosamente ao colo, abraçou-a e deu-lhe beijinhos.
Despediu-se dela com um “ai minha pequenina que te vais embora e eu vou ter tantas saudades tuas”. Garanti-lhe que ela ia bem e que faria tudo ao meu alcance para que fosse feliz.
A senhora disse que acreditava, e até me deu um saquinho com um bocado da ração que ela estava habituada a comer. Deu-me todas as instruções para a idade em que devia mudar para a ração juvenil e posteriormente para a de adulta, e quando devia levar a segunda dose das vacinas. Deu-me o LOP onde constava o seu nome, Tiiti de Gayport, também o das famílias paterna e materna, e lá veio comigo, uma pequerruchinha de dois meses e meio mas já com as orelhitas quase em pé, umas patitas grandonas e um rabo enorme que roçava no chão, pretinha.
Naquele radioso dia soalheiro de Janeiro veio comigo o meu grande amor. Naquele momento eu ainda não sabia que trazia comigo no banco de trás do carro o ser maravilhoso e único que mudaria para sempre a minha vida e me levaria a descobrir o que é o verdadeiro Amor, o tal amor incondicional. Naquele radioso dia de Janeiro eu ainda não sabia que trazia no banco
de trás a estrela que me iluminaria e me faria descobrir a teia por detrás das aparências, uma teia que eu desconhecia.
Naquele corpinho bebé estava o que o mundo inteiro é incapaz de albergar. Este ser indescritível veio comigo, ofereceu-me a dádiva de valor incalculável do Amor verdadeiro e ensinou-me pacientemente durante os onze anos que permaneceu ao meu lado, mesmo quando eu tinha muita dificuldade em perceber.
A Tiiti ensinou-me na vida e ensinou-me na morte, e continua a ensinar-me e a amar-me até hoje, embora agora eu não consiga abraçá-la, e essa seja uma das coisas que me mais me custa. Nunca me abandonou, nunca deixou de estar comigo em todos os momentos, e também nunca deixarei de a amar de todo o meu coração, nem de lhe agradecer por tudo o que fez por mim.
Era muito importante para os humanos pararem de tentar arranjar teorias elaboradas para o que teimam em negar por não entenderem, por não verem. Talvez a necessidade dessas teorizações advenha do facto de as suas consciências pesadas recearem tanto que seja assim. Parar de teorizar e passar a ponderar, além de lhes fazer muito bem trar-lhes-ia um conhecimento que estão ainda longe de alcançar. As coisas não existem apenas quando as vemos, ou porque as vemos, elas existem e são como são, independentemente de as enxergarmos ou não.
A Tiiti teve sempre uma saúde frágil. O médico veterinário que a viu a primeira vez depois de já estar comigo, quando foi levar a segunda dose das vacinas e à consulta para ver se estava tudo bem com ela, foi o seu médico o resto da vida e foram tantas as vezes que corri para a sua clínica, foram tantas as vezes que a salvou, tantas que não tenho palavras para lhe agradecer,
Artur Fernandes, um médico veterinário extraordinário que conhece bem o historial clínico dela. A este médico e amigo que dedica a sua vida a fazer tudo ao seu alcance para curar e salvar os animais que tanta gente despreza e maltrata tenho imenso a agradecer.
Estes seres, os tais animais não humanos, fazem um tremendo sacrifício para vir aqui ajudar a trabalhar e equilibrar o ecossistema terrestre. Não conseguimos imaginar o quanto pois para isso é preciso aprender a comunicar na sua linguagem.
Concentrar energias de natureza tão especial dentro de um pequeno recipiente é muito difícil, e mais difícil ainda é manter essas concentrações energéticas de maneira a permanecer nesse recipiente e mantê-lo em estado operacional durante um período de tempo, de forma minimamente aceitável. Mas não se consegue manter tal processo por períodos demasiado alargados porque o próprio recipiente, adaptado às condições da Terra, acaba por não ser capaz de as suportar, e o humano
contribui demasiado para tornar isso ainda mais insuportável.
É extraordinariamente difícil para certo conjunto de seres vir à concentração energética da Terra pois esta é densa, o que a torna difícil, e a humanidade tem operado afincadamente ao
longo dos séculos para a tornar dolorosa. Diferentemente dos humanos, os animais, e não só, não têm qualquer necessidade de aprender o que é o Amor pois este já é intrínseco à sua natureza.
No fundo do seu inconsciente a humanidade sabe disso.
Os livros de histórias para crianças, povoados de animais falantes e capazes de realizações ainda impossíveis para nós não surgiram certamente por acaso da fertilidade de algumas imaginações. Serão eles resquícios de outros tempos, de outros mundos? Mas tal como têm feito a tudo o resto, põem para trás do espelho, um espelho cortado à sua estreita medida de modo a que nele vejam sempre reflectida única e exclusivamente a sua diminuta imagem.
Os animais por enquanto ainda continuam por aí, vagueando maltratados, desprezados, sofrendo fome e frio, sendo brutalmente torturados, mortos e abandonados, cães, gatos, pássaros, porcos, vacas, uma miríade de seres que tenta até ao limite das suas forças que os humanos olhem para eles e vejam o que realmente são. Alguns vêm especificamente para alguém, como é também o caso do Pintinhas (mas essa é uma outra história, muito diferente pois cada história de vida é única, e que só há pouco começou), outros vêm para um qualquer que seja capaz de os olhar nos olhos e sentir o coração falar, mesmo que não compreenda o que este esteja a dizer.

Pag. 161

No mundo tridimensional conhecido sabemos que a matéria (que mais não é que energia concentrada) tem as mais variadas densidades. Por que motivo não poderão coexistir connosco, ou em outras regiões da imensidão do Universo, mundos a outras dimensões, com densidades de matéria muito diferentes da nossa, através dos quais passemos sem nos apercebermos?
E mundos bidimensionais e unidimensionais não serão tão possíveis de existir quanto o nosso?
O simples facto de acharmos que vivemos numa realidade com apenas três dimensões, tendo a própria ciência já desconfiado existirem muitas outras, devia ser motivo mais que suficiente
para nos determos a pensar sobre o assunto, começando por reconhecer o quão pouco se sabe da própria em que se vive pois não há como encher mais uma chávena que já se encontra a transbordar…

“Não sei se já ouviu falar do sábio japonês Nan-In, que um dia concedeu uma audiência a um grande professor de filosofia. Quando recebeu o professor, Nan-In serviu-lhe chá. Mas não se limitou a encher a chávena.
Continuou a verter chá, até que o líquido se começou a derramar.
O professor observava o derrame, estupefacto. E, não se podendo conter mais, exclamou: ‘Não vê que a chávena está completamente cheia?’
Nan-In sorriu e respondeu: ‘Tal como esta chávena, também o senhor está cheio das suas opiniões, das suas ideias… Por que veio então ter comigo? Como posso transmitir-lhe alguma coisa?’ “

(in Conversas Inacabadas com Alberto Caeiro,
José Flórido, Porto Editora, 1987)

Somos feitos de matéria, todos somos feitos dela, e a matéria é energia concentrada. Portanto nós, e todas as outras espécies, somos feitos de energia concentrada. Nada se comporta sempre como apenas matéria. A transição entre matéria e energia processa-se continuamente, e até, dependendo da quantidade de energia, a vibração é diferente, compondo uma orquestra cósmica de música e cor que os nossos diminutos sentidos não alcançam.
Afastámo-nos de tal modo da Natureza que já perdemos a capacidade que nos permitia comunicar com ela. Perdemos, entre outras, a capacidade que os animais mantêm, e continuaram a desenvolver, de distinguir a flora venenosa da não venenosa, de ser capazes de pressentir os tremores de terra e tsunamis, capazes de pressentir os perigos para a sobrevivência.
Podem chamar-lhe instinto, tentar evitar a todo o custo chamar-lhe inteligência, ou desenvolvimento evolutivo que isso não vai mudar em nada a realidade efectiva das coisas. Nós precisamos neste momento de todo o tipo de tecnologia para essa sobrevivência. Eles não precisam de nada disso. No dia em que toda essa tecnologia falhar, e não é uma questão de “se” mas tão simplesmente de “quando”, o que vai acontecer a esta
humanidade? Em que estado de destruição ficará? Os animais poderão sobreviver pois desenvolveram-se e sabem readaptar-se. E nós?
Falamos tantas vezes no silêncio da noite nos campos, que nos permite observar sem ruídos o céu polvilhado de estrelas.
Silêncio? Tomemos um pouco mais de atenção. O núcleo da Terra, ou o seu manto, serão silenciosos? A dita camada rochosa conseguirá abafar todo o ruído que fazem? O contínuo
movimento das imensas massas de água que cobrem o planeta far-se-á em silêncio? A contínua actividade sísmica será tão silenciosa assim? A movimentação da nossa atmosfera e os próprios
movimentos da Terra far-se-ão sem ruído? As grandes explosões solares, as enormes explosões estelares, os choques entre galáxias, será tudo assim tão silencioso? Ou serão os nossos corpos que têm uma construção adaptada a que sejamos cegos e surdos ao que maioritariamente se passa pois, caso contrário, ser-nos-ia impossível viver, ou sequer sobreviver, entre tantas transformações ininterruptas de energia, som e cor?
Nós somos incapazes, muito mais incapazes que outras espécies, de ouvir ou ver o que acontece ao nosso redor. Os nossos sentidos físicos ainda não atingiram esse estádio. Apenas o estudo
indirecto, feito sobretudo através da Matemática, nos tem permitido compreender uma pequena parte da imensidão que nos rodeia sem darmos por isso. Se o próprio Sol explodisse, só nos daríamos conta do ocorrido cerca de oito minutos depois…
Finalmente, alguns investigadores conseguiram começar a enxergar que o homem não domesticou qualquer animal, que essa é mais uma das suas erradas teorias. Finalmente, conseguiram começar a compreender que foram as próprias espécies que decidiram aproximar-se dos humanos e estabelecer um contacto mais íntimo. Pode o homem continuar a tecer considerações, de modo a satisfazer a sua egolatria, teorizando que eles se aproximaram apenas por questões de sobrevivência, pode continuar a querer convencer-se que foi esse o único motivo porque o facto é que continua a desconhecer o porquê dessa aproximação, o porquê de apenas alguns de entre eles o terem feito e não todos em geral, tal como desconhece muitos outros porquês.
Esta civilização também desaparecerá, como já aconteceu outras vezes. Civilizações anteriores a esta já existiram e certamente outras existirão depois desta. Considerando as datações dadas pela ciência, o planeta Terra já tem cerca de 4,54 mil milhões de anos e, de acordo com o que se desconfia, a vida terá surgido nele logo após cerca de mil milhões… Civilizações já evoluíram e partiram para novas etapas. Outras, tal como esta, cristalizaram e foram extintas para recomeçar em mais uma tentativa.

“(…) Tudo o que encontramos no caminho, tudo o que consideramos vitória ou derrota não é vitória
nem derrota: É a marcha da vida nas suas sucessivas metamorfoses.
Vitórias e derrotas são projecções de nós próprios…
Sucessos e insucessos são projecções de nós próprios…