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O FOGO PRIMORDIAL

Autor:Ríos, Andrés

14.00

Informação adicional

Peso 310 g
ISBN

978-989-8994-02-8

Ano

2020

Edição

1

Idioma

Formato

145 x 210

Encadernação

Cartonada

N. Pág.

176

Colecção

REF: 795 Categorias: , , , ID do produto: 23548
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«Desde os planos internos da Vida, todos os servidores, mulheres e homens, são exortados a dar expressão através da vivência da prática do silêncio, o Fogo da Cooperação. São exortados a serem colaboradores na manifestação de uma Nova Consciência, sementes de uma Nova Humanidade.

O Plano Evolutivo, aquele que foi traçado da própria Eternidade pela Mente Divina, tem como propósito conduzir a vida-humanidade ao encontro com o Divino em seu mundo interior, levá-la a transcender a evolução nos planos concretos, permitindo-lhe assim interactuar com a Vida Universal.»

PRÓLOGO

A humanidade deste planeta Terra está sendo renovada. Não cabem dúvidas sobre isso. Nos planos internos isto é um facto, ainda que tenhamos a percepção de um crescente caos e dissolução acontecendo nos planos externos e materiais.
Os núcleos do passado dissolvem-se porque novos núcleos mais profundos e de maior grau de síntese se vão configurando. Que são estes núcleos? São Arquétipos novos para a humanidade como um todo. Ideias que têm existido desde sempre na Mente Divina e que, neste novo ciclo (e nos próximos por vir), são emanadas para a nossa esfera. Um Arquétipo vai desenvolvendo padrões que determinam ou configuram toda a manifestação possível. Sem arquétipos e sem os padrões que eles irradiam, uma forma – qualquer que seja – não pode manifestar-se. Processos profundamente misteriosos e sublimes, cerimoniais de escala cósmica inalcançáveis para a nossa compreensão, devem estar tendo lugar para a descida desses Arquétipos inefáveis. Eles trazem novos padrões estruturais, novos padrões de vida, novos padrões de conduta. Todos estes padrões configuram novas formas harmoniosas a ser expressas por todos os corpos materiais nesta Terra, estabelecem novos propósitos, metas e sintonias para as trajectórias de vida de todos os seres viventes deste planeta e permitem a entrada em vigência de leis superiores que regerão a conduta evolutiva dos seres conscientes. A urgência dos tempos actuais, somado à necessidade de trazer novos padrões de vida para a Terra, torna imprescindível a tarefa dos seres Espelho. Quem se aproxima da vida imaterial, permitindo que seja a mónada o centro regente de suas vidas, está sendo moldado na simplicidade, no silêncio, na entrega, no esquecimento de si e na reverência ao desconhecido. Estes verdadeiros “valores cósmicos” não só assinalam o início do caminho da evolução superior de um indivíduo (a entrada no verdadeiro serviço), de modo que habilitam esse ser para assumir as funções da comunicação cósmica, quer dizer, a função-Espelho. Tal como a superfície polida, cristalina e incolor de um espelho, um ser ligado aos Espelhos deve ser suficientemente neutro e transparente, como para permitir que nele se projecte, sem interferência alguma, o que tem de ser comunicado por uma Vontade Maior. Este grau máximo de neutralidade e de pureza não é senão o resultado de encarnar e ser esses “valores cósmicos”: simplicidade, silêncio, entrega, esquecimento de si e reverência ao desconhecido. A neutralidade e a pureza nunca serão condições que se adquiram deliberadamente ou através do esforço consciente, mas antes são os genuínos frutos da entrega. A neutralidade de um ser Espelho tem “características” especiais. Assim como um espelho tem essencialmente a potencialidade infinita de reflectir qualquer imagem, qualquer forma que se projecte diante dele, um ser Espelho também tem por essência a capacidade infinita de receber e transmitir qualquer forma, ideia, padrão ou arquétipo proveniente de qualquer núcleo ou centro cósmico, em qualquer nível que se encontre. É por isso que os Espelhos – sejam estes seres, estrelas ou conjunturas maiores – são capazes de estabelecer contactos com núcleos solares, galácticos, intergalácticos e cósmicos. O alcance de um Espelho é infinito porque a comunicação cósmica não tem limite. Para o Supremo Absoluto nada permanece opaco, desconhecido ou intransmissível. Um ser Espelho então pode assumir múltiplas funções e é capaz de transmitir ideias arquetípicas e padrões que pertencem a diferentes níveis e dimensões. Constitui-se num vector que irradia diferentes padrões para distintas necessidades, cada uma em seu nível. A sua irradiação é assim multidimensional. Ora bem, a condição para que um ser Espelho possa implantar este surpreendente “poder”, a função de comunicação cósmica, é, uma vez mais, a sua neutralidade e, mais profundamente, a sua entrega. Assim como um espelho não se transforma naquilo que reflecte a sua superfície, tomando para si aquela forma, um ser Espelho verdadeiro jamais se apropria daquilo que comunica. A sua função é simplesmente receber e transmitir o que vem a seu ser desde os seus núcleos mais profundos. Não tenta nem explicar, nem manipular, nem fazer nada com esse conhecimento que recebe. Nem sequer se pode dizer que sabe ou compreende o que capta nos termos da mente ordinária e lógica. Tão-pouco se transforma naquilo que recebe, como se pudesse encarnar aqui, nos planos materiais, a consciência do que está recebendo, esses impulsos a ser comunicados. Se um ser Espelho quisesse “fazer algo” com esse impulso que recebe, quisesse apropriar-se ou tomar conhecimento que recebe, então, automaticamente, deixa de ser um Espelho porque perde assim a sua neutralidade. Um ser Espelho reverencia o desconhecido, porque em seu acto de entrega de nada saber e nada querer para si, vive aberto ao mistério infinito do Cosmos. Um ser Espelho pode provocar desconcerto e perplexidade entre quem o rodeia. Pode ser mal interpretado como um “camaleão espiritual” que, assumindo as mais diversas funções, transmitindo ideias e padrões que pertencem a diferentes níveis, parece não comprometer-se com eles nem aprofundá-los. É precisa uma compreensão ampla da função Espelho para chegar a saber que a um ser ligado com os Espelhos não lhe cabe interpretar aquilo que recebe e irradia. O seu signo é a simplicidade porque deve entregar aquilo que vê. Um Instrutor destes tempos disse que nós, os seres da terra, necessitamos do que ele chama plasticidade mental. Sendo conscientes do pouco que conhecemos e do infinito que desconhecemos, plasticidade mental significa ter a suficiente humildade e entrega para que, em abertura ao desconhecido, deixemos de lado o vício mental inferior de querer qualificar e dar uma identidade definida ao misterioso. É preciso plasticidade mental para poder receber com liberdade e entrega o que um ser Espelho transmite, sem intentar qualificá-lo ou classificá-lo numa ideia preconcebida, numa forma-pensamento. Se o nosso mental pode situar-se nessa plasticidade, então poderemos estar abertos ao discernimento superior que vem do coração, aquele que para compreender não necessita de juízos sobre o que algo aparenta ser ou não ser.
Das possibilidades da evolução humana, um ser Espelho pode ser encarnado tanto por um ser feminino como por um ser masculino. É certo que essa qualidade de receptividade e entrega que requer um Espelho é propriamente uma qualidade feminina – falando, não do ponto de vista terreno dos géneros, senão das polaridades como atributos universais e arquetípicos. Sob esta óptica, a qualidade feminina da receptividade pode ser desenvolvida tanto por um humano feminino, como por um humano masculino. Não falamos de “homem” ou “mulher” porque, sendo estes termos terrenos ou próprios do nosso planeta, sabemos que existem várias humanidades em diferentes planetas e dimensões. Um ser que se desenvolve dentro da evolução humana é um ser misto, pois, possui em si, tanto energias femininas como masculinas, ainda que umas sejam mais predominantes que outras. Um ser masculino pode ser chamado a despertar essas energias femininas e desenvolver as qualidades femininas superiores, uma das quais é o que poderíamos caracterizar como receptividade e entrega. Os místicos de todos os tempos se referem a essa necessidade de desenvolver tais qualidades femininas para alcançar um suficiente esvaziamento que nos aproxime da Divindade. Actualmente, sobre a superfície do nosso planeta, existem seres Espelhos activos e inactivos que são tanto homens como mulheres. Um ser Espelho não constrói nada, senão que sente as bases do que está por vir. Em sua pureza, entrega o que recebe para que os éteres do planeta recebam essa impressão. Nessa impregnação, recebemos os novos padrões que começarão a reger num futuro próximo – embora aqui não falemos de tempos cronológicos quantitativos. Sem essa impregnação, que em si mesma é um processo de tradução pelo qual o arquétipo se adapta ao nosso nível mais material, a evolução planetária, solar (e mais além), não poderia acontecer. É por isso que um ser Espelho é também um semeador: ele distribui as novas sementes no solo fértil do nosso pequeno orbe planetário. É altamente improvável que um ser Espelho veja os frutos dessas sementes que semeou, porque a sua tarefa é sempre o prévio, o preliminar. É o que recebe antes. Se um ser Espelho tenta forçar os frutos, por exemplo, interpretando, intelectualizando ou cristalizando o recebido em forma de dogmas, tarde ou cedo a sua tarefa é-lhe retirada – como seguramente terá acontecido tantas vezes nas fileiras das almas pioneiras do nosso planeta. Não se trata de alcançar construções mentais, por mais subtis e refinadas que sejam. Elas por si mesmas não geram nenhuma mudança real e efectiva. A única construção esperada é que a evolução cósmica vá-se manifestando através de novos padrões de vida e comportamento. Essa construção de uma nova realidade e de uma nova humanidade – que não é autoria de um indivíduo, grupo ou nação – nunca pode ser direccionada e tem os seus próprios tempos e ciclos misteriosos. Trata-se de esperar na esperança serena e a certeza de que o que deve manifestar-se o fará infalivelmente.
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Aqui este prólogo adopta um tom um pouco mais pessoal… Faz quase dez anos que acompanho Andrés Ríos e colaboro com a sua obra. Pude observar e ser testemunha directa de um processo de transformação constante e ágil que o levou a um grau de despojamento, descentramento e simplicidade que jamais vi noutra pessoa. Um processo que só poucos livros e referências haviam antecipado como um sendeiro possível para o ser humano por vir. Muito poucas são as almas pioneiras que estão transitando este desfiladeiro feito de pura consciência cósmica. E embora a vida externa nos tenha levado através de diversos pontos de encontro e desencontro, sempre temos estado unidos por um mesmo fio de luz: um co-crescimento de pura irmandade e um lavor indelével de cooperação mútua. No entanto, apesar desta proximidade, introduzir um livro de Andrés Ríos é uma tarefa difícil porque implica pôr em palavras uma experiência de leitura e assimilação que está mais além de uma compreensão intelectual e, inclusive, simbólica. É uma experiência da fulguração do simples, do tão profundamente simples e essencial que se torna indescritível para a nossa compreensão e linguagens ordinárias. Uma revelação constante que mostra a unidade original com o núcleo divino que já somos, a chispa de consciência que é Deus em nós. Ao mesmo tempo, nessa unidade, a identificação com a diversidade de dimensões, mundos, vidas e cenários possíveis da manifestação eterna do Supremo Absoluto. A riqueza, a beleza e as infinitas paisagens cósmicas que não estão fora, mas dentro de nosso coração como essência e centro espiritual. A Vida revelando-se a si mesma. Essas mesmas paisagens do Espírito, cenas ou fragmentos de várias vidas que encontramos pinceladas em vários textos desta obra, a qual também nos transporta com o seu alto voo poético. A linguagem é poética e profética. As suas cenas visuais, momentos no presente eterno, têm o poder de ingressar na consciência de cada um – tal como um sonho ou uma memória muito longínqua – e, à maneira de uma meditação contemplativa, transmitir o seu conteúdo e o seu ensinamento feitos de luz e silêncio. Pode não ser ainda o momento de que estes verdadeiros “quantum” de luz descarreguem em nós a sua verdadeira instrução. Mas sem dúvida, trabalham em níveis profundos e supra conscientes para conduzir-nos a uma integração cada vez maior e curar-nos da “doença da separatividade”, a enfermidade da nossa esfera planetária. Nos dispomos, então, a colocar-nos sob a irradiação destas ígneas palavras, que são, em si mesmas, um Espelho que a Vida projecta sobre nós.

Cecilia Lammertyn

ÍNDICE

Prefácio ……………………………………………………………………………… 9
Prólogo …………………………………………………………………………………13
Ao Leitor ………………………………………………………………………………21
Palavras Iniciais ………………………………………………………………… 23
Ciclos de Revelação ……………………………………………………………… 25
Consciência Sacerdotal ………………………………………………………… 29
O Cosmos e Nós ………………………………………………………………… 33
Actualizações: Mudança de Guarda ……………………………………………37
O Enviado: Um Encontro com o Fogo Divino ……………………………… 43
Seres Espelho: Quando O Céu Desce à Terra ……………………………… 49
Anuhk ……………………………………………………………………………… 55
Signos da Vida …………………………………………………………………… 59
Tecedora de Mundos …………………………………………………………… 65
Flor de Alpheratz ……………………………………………………………………71
O Espelho da Fonte Primordial …………………………………………………77
Fragrâncias de Gerânio ………………………………………………………… 101
O Coração do Mestre …………………………………………………………… 107
Lys e suas Diferentes Faces …………………………………………………… 109
O Lírio do Fogo …………………………………………………………………… 115
Sinais no Horizonte …………………………………………………………… 117
Impulsos Ono-Zone ……………………………………………………………… 121
Lys: O Espelho das Almas Simples ………………………………………… 125
O Manto do Silêncio …………………………………………………………… 129
O Cáliz do Fogo …………………………………………………………………… 133
A Melodia das Estrelas ………………………………………………………… 139
Uma Ordem ……………………………………………………………………… 145
Sopro Divino ……………………………………………………………………… 153
Impulsos de Consagração ……………………………………………………… 155
Campanário Cósmico …………………………………………………………… 159
O Templo Maior …………………………………………………………………… 161
Alvorecer …………………………………………………………………………… 165