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A CURA PELO KI

Autor:Toshihiko Yayama

20.00

Informação adicional

Peso 300 g
ISBN

978-989-95077-8-4

Ano

2007

Edição

1

Idioma

Formato

14×21

Encadernação

Cartonada

N. Pág.

189

Colecção

REF: 145 Categorias: , , , , , ID do produto: 23159
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O Chi Kung é uma arte de desenvolvimento pessoal que surgiu na China há mais de 5000 anos como parte da Medicina Tradicional Chinesa, baseada em exercícios físicos, respiratórios, mentais e espirituais.
O seu exercício regular melhora a saúde, harmoniza os sistemas energéticos, aumenta o fluxo e a qualidade da energia vital (Ki, Chi, Prana) para os órgãos internos e promove a vitalidade física e mental.
É uma meditação activa que torna mais claras as vivências interiores e auxilia a expansão da consciência.
No Chi Kung os exercícios são suaves e o prazer e o bem-estar são referências para a qualidade da prática.
O Chi Kung é uma disciplina de base para todas as actividades humanas, que também é chamado Yoga Taoista.
Todos, independentemente da idade e condição física, podem praticar Chi Kung com vantagem e sem contra-indicações.

Os meus pacientes foram os meus professores

Estudei medicina Ocidental moderna na Universidade de Kyusho onde aprendi a pensar de forma científica. Actualmente, pratico medicina no Hospital Regional de Saga, no Japão, onde dirijo os departamentos de Cirurgia e de Medicina Oriental.
Podem perguntar como é que fui capaz de penetrar no mundo do qi, que parece tão herético e não-científico à primeira vista. Espero que a minha história vos convença do imenso poder da energia qi.
Enquanto estudante de medicina, o meu objectivo principal era tornar-me cirurgião, mas comecei, também, a interessar-me pela psicossomática, ramo da medicina que concebe o corpo e o espírito como uma rede de processos interligados. Decidi trabalhar na Urgência porque o serviço de ambulatório cirúrgico era o departamento onde as tecnologias médicas ultramodernas eram testadas. Vivi um duro período de aprendizagem sob a direcção do Chefe dos Serviços de Emergência Cirúrgica, que tinha estudado nos Estados Unidos.
Fui confrontado com dificuldades ainda maiores quando entrei no Departamento de Medicina Interna, onde tinha pacientes com problemas de todo o tipo. Alguns queixavam-se de vários males, mas não lhes encontrava nada, mesmo depois de submetidos a inúmeros exames. Muitas vezes sentia-me impotente para ajudar estes pacientes. No caso de indivíduos que sofriam de problemas de saúde de ordem geral, com frequência não detectava causas específicas, por isso receitava-lhes apenas calmantes e vitaminas. Dava esteróides aos pacientes com doenças incuráveis, tais como no caso de algumas doenças dos ossos. Aconselhava-os a resignarem-se e a aprenderem a viver com a doença o melhor que pudessem. Sentia-me inútil e questionava-me se estaria realmente a ajudar as pessoas.
Este estado de espírito incentivou-me a estudar medicina Chinesa, o que me trouxe revelações atrás de revelações. Por exemplo, não existe “mal-estar geral” neste tipo de medicina; uma doença é sempre particular e específica.
As linguagens da medicina Chinesa e Ocidental são muito diferentes. O conceito de qi, ou “vitalidade” é inaceitável para os médicos Ocidentais porque não pode ser verificado cientificamente. Um diagnóstico Ocidental baseia-se, geralmente, em informação objectiva tal como análises, medições com máquinas ou radiografias. Por outro lado, quem pratica medicina Chinesa pode “ler” o qi, o sangue e a água dum paciente, o que não é possível na medicina Ocidental. Nesta tradição, o médico considera que as doenças graves são causadas por bloqueios importantes da corrente de qi.
As ervas chinesas são úteis depois duma operação pois aceleram o restabelecimento do paciente. O meu interesse pela medicina Chinesa levou-me, rapidamente, também, a aprender acupunctura. Quanto mais me familiarizava com as diversas formas de medicina Oriental tradicional, mais numerosos eram os doentes que me vinham consultar depois de tentarem, em vão, a medicina Ocidental.
Um novo problema surgiu. O meu trabalho no Departamento de Medicina Chinesa cansava-me muito, o que não era habitual em mim. Tendo praticado artes marciais desde a adolescência, tinha boa saúde, por isso andava preocupado, procurando descobrir o que me estaria a fatigar até àquele ponto.
Não demorei muito tempo a compreender. Quando utilizava o qi na prática clínica, absorvia a energia qi negativa dos meus doentes. A prática de artes marciais aumenta a energia qi e simultaneamente a sensibilidade a esta energia. Sabe-se que os melhores especialistas de Oncologia correm um risco particularmente grande de serem eles próprios, vítimas da doença e que numerosos psiquiatras sofrem de fadiga excessiva ou depressão. Estes sintomas parecem dever-se à troca de qi entre médicos e doentes.
Entretanto fui a uma conferência de medicina Chinesa, onde, por acaso vi um cartaz sobre os benefícios do qi-gong. Mais tarde tive a oportunidade de conhecer um mestre desta disciplina, o neurocirurgião Yang Zi-Zheng, que se interessou pelo qi-gong em consequência da sua prática de artes marciais. Encorajou-me, logo que nos conhecemos. Disse-me que eu seria capaz de tratar os pacientes com a ajuda do “qi externo” e demonstrou-me a existência e a força desse qi externo. Segundo ele, o método do qi-gong podia erradicar do mundo todas as doenças. Procurei todo o tipo de documentos sobre o qi em bibliotecas e livrarias de livros antigos e utilizei a experiência adquirida nas artes marciais para experimentar em mim próprio os exercícios de qi.
Finalmente organizei o meu próprio sistema de exercícios de qi-gong destinado aos pacientes que não estavam satisfeitos com os resultados da medicina ocidental. Olhando para o passado vejo que os exercícios que então praticava eram bastante “primitivos”. Alguns doentes eram demasiado frágeis para executar os movimentos e outros não estavam habituados ao exercício físico. Era evidente que tinha de continuar os meus estudos para desenvolver um método que correspondesse melhor às necessidades dum número mais alargado de doentes. Por esta razão penso naqueles meus primeiros doentes como tendo sido meus professores. Foram eles que me ensinaram o que devia continuar a fazer.
Os meus professores da universidade costumavam dizer “Mantenham um olho no passado. Estejam onde estão agora. Desloquem-se em direcção ao futuro”. Foi esta atitude que me levou a estudar documentos clássicos ao mesmo tempo que continuava a investigar com o objectivo de descobrir novas ideias. A perseverança permitiu-me desenvolver aquilo a que chamo “o método da órbita microcósmica (Shoshuten)” – uma combinação poderosa de exercícios de qi-gong para a cura. Mas eu queria mais. Como praticante de qi envolvido no tratamento de doentes, tinha necessidade de ir mais para além destes exercícios. Finalmente, desenvolvi um sistema suficientemente eficaz para dar aos doentes o alívio que procuram. Este livro explicar-vos-á, passo a passo, como entrar no mundo do qi, como podem curar-se a si próprios e como podem curar outros.

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XV – QI, O ELO PERDIDO ENTRE O FUNCIONAMENTO
DOS NERVOS E DO CÉREBRO

O que é o nervo A-10?
O farmacêutico japonês Kosuke Oki aprofundou a relação entre a actividade do cérebro e a estimulação das solas dos pés: “A actividade do nervo A-10 é digna de nota, particularmente em relação com o funcionamento saudável do cérebro e à capacidade de aprendizagem. A razão deste facto é que a criatividade humana ocorre devido à superactividade do nervo A-10. A criatividade evolui pelo nervo A-10, resultando duma percepção mais intensa e de sensações agradáveis. A criatividade e as sensações agradáveis agem conjuntamente e são inseparáveis. Penso que activar o nervo A-10 é uma forma extremamente efectiva de treinar o cérebro. Para activar este nervo, é necessário treino físico, para que o organismo esteja preparado para, sempre que necessário, segregar hormonas importantes tais como a pró-ópio-melanocortina (POMC) que é um recurso crucial de energia vital e resistência… Andar e correr são boas formas de treino para a saúde do cérebro. A melhor activação dos nervos sensitivos de todo o corpo é a que é feita através dos músculos dos pés, e que revigora os nervos sensitivos A e B, que por sua vez estimulam o cérebro.
Os efeitos do treino de qi-gong estão profundamente ligados ao funcionamento do cérebro, por isso para clarificar porque é que o qi-gong é tão importante, gostaria de explicar o funcionamento do cérebro com maior detalhe.
Os efeitos do qi-gong têm origem no cérebro. O nervo A-10 começa no cérebro médio do mesencéfalo (Figura 15-1). Percorre o hipotálamo, onde se geram os sentidos primitivos de “desejo” e continua pelo sistema límbico, ou cérebro animal, que controla a produção de emoções, cujas origens são antigas mesmo em comparação com outras partes do cérebro. Daí, o nervo A-10 entra numa parte do neocórtex – que é a sede da inteligência e das funções superiores de aprendizagem. O nervo A-10 também se liga ao hipocampo que influi na memória e aprendizagem, e depois liga-se ao núcleo accumbens do sistema límbico que se supõe intervir nas funções vitais e no instinto de sobrevivência. Finalmente, prolonga-se pela área frontal de associação do neocórtex que controla a criatividade.

Figura 15-1 – Diagrama simples do funcionamento do cérebro.
Expressão e atitude
Actividade Agressão
Criatividade Memória e aprendizagem
Córtex cerebral Núcleo accumbens Hipocampo Mesencéfalo
Inteligência Emoção Amígdala
Sistema límbico Lobo temporal Nervo A-10

O nervo A-10 e o êxtase
O nervo A-10 é, por vezes, chamado o “nervo hedónico” por causa da sua ligação com o prazer. Como este nervo se estende desde o hipotálamo até à área de associação frontal do neocórtex, controla as sensações de prazer de todo o tipo, desde o prazer de comer ou da actividade sexual até à criatividade ou mesmo à completa iluminação espiritual. A dopamina é o neurotransmissor do nervo A-10. Além disso, o nervo A-10 não possui auto-receptor, normalmente com funções de “sistema travão”, que controla a informação negativa dentro e à volta da área de associação frontal do neocórtex. Oki escreve, “A dopamina age na área de associação do lobo frontal de maneira diferente do que em outras partes do cérebro. Os resultados experimentais surpreendem-me. Eis a minha hipótese sobre a criatividade. A suficiente secreção de dopamina liberta o ser humano da prática da tentativa e do erro, e permite que a criatividade se liberte. Se a minha hipótese for verdadeira, a teoria que o excesso de secreção de dopamina causa doenças mentais e esquizotimia pode estar correcta e o velho ditado “Todos os génios têm uma ponta de loucura” pode ser visto como tendo uma base neurofisiológica.”
Oki declara que o nervo A-10 controla as sensações de prazer – que são um princípio de orientação básico para os humanos – abrangendo o desejo sexual e o apetite por comida assim como o desejo de iluminação espiritual.

Os mecanismos cerebrais envolvidos na energia do qi
Diz-se que a pró-ópiomelanocortina (POMC) é a origem da resistência física e da energia de qi. Quando os seres humanos e os animais sentem stress, a proteína POMC é produzida no hipotálamo e na glândula pituitária (figura 15-2). Depois é decomposta por enzimas em três tipos de proteínas de pequena escala: beta-endorfinas, hormona adrenocorticotrópica (HACT), e o factor de crescimento córtico-supra-renal. A HACT estimula o córtex supra-renal, que provoca a secreção da hormona adreno-cortical, que alivia o stress físico causado por inflamações, alergias, etc. As beta-endorfinas agem contra o stress mental através das suas propriedades analgésicas provocando, simultaneamente, sensações agradáveis. O factor de crescimento córtico-supra-renal ajuda a HACT no estímulo das glândulas supra-renais. Garante que possuímos, no cérebro, um mecanismo para ultrapassar o stress e para ganhar resistência adicional e energia de qi quando necessário.

Figura 15-2 – Mecanismos de regulação hormonal
Stress
Memória
DNA RNA
Factor de crescimento ACTH
córtico-supra-renal
POMC
Factor de crescimento ACTH Beta-endorfinas
córtico-supra-renal
Factores de suporte Resiste ao stress físico Resiste ao stress psicológico

Aumenta a resistência ao stress e a tolerância à frustração

Quando pratica o ritsu-zen, sente dores no tronco, pernas e braços. Mas se aguentar a dor e mantiver a posição, começará a sentir uma sensação diferente e agradável. Também pode ter rasgos de intuição sobre problemas que o têm vindo a preocupar. Diz-se que o ritsu-zen activa o nervo A-10 e a POMC, estimulando a nossa energia qi e a criatividade. Assim, prova-se, teoricamente, a eficácia do ritsu-zen.

O prazer genuíno do qi-gong
Quando a sua capacidade para obter sensações agradáveis diminui, ocorre a doença. É por isso que tem de exercitar o seu “nervo hedónico”, ou nervo A-10, com o qi-gong.
Na sociedade moderna, estamos sujeitos a todo o tipo de stress, tanto físico como mental. Mas se produzirmos suficiente HACT e beta-endorfinas, podemos ultrapassar o stress, transformando-o no que eu chamo “stress agradável”. Se o não fizermos, o córtex supra-renal pode funcionar mal e surgir depressão mental ou física, conduzindo, eventualmente, à doença. Para evitar adoecer é importante saber como obter sensações agradáveis.
Se sentir sensações prazerosas com o seu exercício diário de qi-gong, gradualmente deixará de fazer coisas que o fazem sentir-se desconfortável.
Do ponto de vista de desgaste energético, recomendo o ritsu-zen, a não ser que esteja cheio de energia e ansioso por praticar o ascetismo. Se quiser mesmo praticar ascetismo, lembre-se que esta prática não é em si própria um fim mas apenas um meio de atingir o objectivo. Alguns ascetas, com grande auto-confiança e treino duro, começam a competir entre si. Desta forma, contudo, começam a depender da sua própria energia. Esta situação difere do treino avançado de qi-gong, em que o método do Daishuten eventualmente acabará por lhe permitir receber energia qi do espaço e libertá-la para os pacientes. Nas minhas aulas de qi-gong, descobri que alguns ascetas têm dificuldade em sentir o qi com o método do Daishuten, enquanto alguns principiantes conseguem dominar o método do Daishuten rapidamente. Há quem pratique um ascetismo rigoroso. Apenas quando estão perto da morte, conseguem, finalmente, aperceber-se do qi externo, mas este é um caminho desnecessariamente longo e árduo.
Aprenda o que são sensações agradáveis. O nosso cérebro tem um sistema que nos leva a progredir, com baseado no prazer genuíno e sadio.
Ao estudar o qi-gong lembre-se da relação íntima entre o cérebro e o sistema imunitário. É necessário realizar investigações mais aprofundadas sobre os porquês de ser possível curar doenças com o qi-gong. Este tema é acaloradamente debatido hoje em dia no mundo da medicina. É evidente que o “sistema hipotálamo, hipófise e supra-renal” interage com o sistema imunitário através das hormonas supra-renais e que receptores de neuro-transmissores para adrenalina, noradrenalina e acetilcolina influenciam directamente os linfócitos, através do sistema nervoso autónomo. No futuro, estudos dos mecanismos do cérebro básico poderão fazer com que pacientes se curem com sucesso, sem depender da “medicina” tal como a conhecemos hoje em dia. Mas mesmo antes disso, podemos praticar o qi-gong que os antigos nos transmitiram como tradição para manter o nosso bem-estar físico e emocional. Tenho a certeza de que os segredos do cérebro serão um dia desvendados.
Oki escreveu, “O cérebro é como um enorme computador químico alimentado por substâncias químicas chamadas neurotransmissores. A mente humana será claramente compreendida, num futuro próximo, com uma explicação científica dos seus mecanismos físicos.”
A minha opinião é um pouco diferente da de Oki neste ponto. Ele sublinha principalmente a importância dos “mecanismos físicos” do cérebro. Eu sustento que qualquer tentativa para “explicar” o cérebro baseando-se apenas na dimensão física está condenado ao fracasso. É por isso que acredito que a pesquisa contínua do mundo invisível do qi é extremamente importante.

XVI – IMAGINAÇÃO E VISUALIZAÇÃO

Desenvolvendo a imaginação
Não é necessário acreditar na existência de deuses ou do Buda para praticar o qi-gong. O qi-gong, como o descrevo e advogo, baseia-se em técnicas físicas e espirituais originárias das artes marciais, das artes médicas, do budismo esotérico, do taoísmo e do confucionismo – mas com todos os seus elementos doutrinários retirados. De qualquer forma, se estudou Budismo pode compreender a sua evolução em termos “búdicos”. O que, neste caso é verdade para o Budismo também o é para qualquer outra tradição que tenha dado origem ao qi-gong.
Pode não se sentir à vontade se praticar uma disciplina que lhe parece ligada aos deuses ou ao Buda. Mas se concentrar todo o seu espírito na ideia duma existência para lá de si próprio, fará face aos limites do seu próprio qi externo, e poderá “ver” essa existência aparecer diante de si, ou senti-la em si. Tais experiências devem ser consideradas como um simples sinal do potencial da visualização e da imaginação.
Devemos ter em consideração a relação que existe entre a imaginação e a qualidade do qi. Quando for capaz de criar uma bola de qi entre as mãos, treine-se a modificar a sua qualidade com a imaginação. Eis dois exercícios que o ajudarão a desenvolver a imaginação.

O sol nascente
De manhã cedo, pratique qi-gong a olhar para o sol que acaba de nascer. Pratique, se possível, um dos métodos das órbitas micro ou macrocósmica. Beneficiará por simplesmente estar ali, a olhar o sol nascente. O sol da manhã não cega. Ao inalar o ar, imagine que absorve a luz dourada do sol matinal através do bai-hui no cimo da cabeça, e pelo yin-tang na fronte. Todo o seu corpo fica brilhante como o ouro, da ponta dos cabelos, à cabeça, pescoço, braços, peito, costas, abdómen, pernas, até à ponta dos dedos dos pés.
Feche os olhos e sinta o sol matinal brilhar vivamente sobre o seu “écran” mental. Ele entra agora na sua bola de qi. Quando a sua imaginação for suficientemente forte, será capaz de praticar este exercício em qualquer local e em qualquer momento.

A riqueza da natureza verdejante
Pratique o qi-gong num local muito verde. Inale o qi da terra pela planta dos pés e pelo xien-gu nas costas, da mesma maneira que no exercício precedente. Imagine que a bola de qi se torna verde. Se conseguir fazer isto, a sensação de qi entre as mãos pode transformar-se naquilo que desejar: o sol da manhã, a terra verde, a brilhante lua cheia ou o magma em explosão. Pode imaginar qualquer coisa. Para aumentar a eficácia da visualização treine-a com os seus amigos praticantes de qi-gong. Ponha a mão entre as palmas das mãos do amigo com quem estiver a treinar e sinta a bola de qi. Notará que a sensação da bola de qi muda em função da sua imaginação. Pode tentar adivinhar a cor presente no espírito dele e ficará surpreendido pelo número de respostas correctas.

Mudar a qualidade do Qi
Para o tratamento, o qi da brilhante lua cheia é equivalente ao “Xi” (terra salina, em chinês) da medicina chinesa e pode ser utilizado para acalmar uma hiperexcitação ou diminuir a febre. Por outro lado, a luz dourada do sol matinal é o “Bu” (reparar, em chinês) e, normalmente, é utilizada para tratar disfunções. O qi do sol nascente é muito eficaz para o treino do qi externo e também para melhorar a saúde.
A propósito, poderá pensar se o qi externo pode ser utilizado de forma destrutiva. De facto, é possível. Por exemplo, se libertar qi externo com cólera, quem o receber, sofrerá. Mas este tipo de procedimento volta-se contra quem agir desta forma, provocando-lhe a degradação da saúde, física e mental. Não há nada de mal em nos zangarmos. Todos nos irritamos de vez em quando, o que é natural. Contudo, quero chamar a atenção de que não se deve libertar o qi externo em estado de cólera, porque é destrutivo para todos.
Depois de ter dominado a técnica para libertar qi externo com imagens coloridas, pratique libertar qi visualizando uma imagem que considere sublime, por exemplo um deus, Buda, ou qualquer outra grande personagem do passado. Sinta a mudança da sensação do qi e das suas emoções em função do objecto que evoca com a mente. Também será interessante praticar sentindo a imagem mental que evocar como se fossem cores. Com a prática, provavelmente, aprenderá a ver as auras.

PREFÁCIO 7
PRÓLOGO 11
Os meus pacientes foram os meus professores 11
PRIMEIRA PARTE : CURAR-SE A SI PRÓPRIO 14
I – OS NOSSOS CORPOS SÃO FEITOS DE ENERGIA 14
Aprender Qi-gong 14
Um campo energético vivo 15
A Glândula Pineal como um Sensor de Qi 17
Testar o efeito do Qi sobre a força muscular 18
Convite para um Mundo Desconhecido 21
II – BEM-VINDOS AO MUNDO DO QI 23
O Método do Shoshuten 23
Fazer uma bola de qi 25
Endireitar a coluna vertebral 27
III – O NOVO QI-GONG 29
O método da respiração abdominal 29
O método da respiração profunda Raku-Raku 29
Fazer uma Bola de Qi através dos braços 30
A abertura da órbita microcósmica 31
A corrente de qi das mulheres circula na direcção oposta 34
IV – A INVENÇÃO DA FAIXA CÓSMICA 35
O que é a Faixa Cósmica? 35
Como usar a faixa cósmica 36
A cura xamanística 38
Combinar o Qi-gong com a medicina ocidental 41
VI – TREINO DO QI PARA O CORPO E A MENTE 44
Modificar o sabor dos alimentos com a bola de qi 44
Dobrar Colheres 45
Recuperar da fadiga 46
Os pacientes e o qi-gong 49
VII – CINESIOLOGIA 50
O papel do teste do efeito do qi sobre a força muscular 50
O futuro do teste do efeito do qi sobre a força muscular 51
VIII – TUDO TEM VIBRAÇÃO 53
O auto-teste do efeito do qi sobre a força muscular 53
A radiestesia 54
O qi positivo e negativo e a respiração 56
Ter boa sorte 57
O qi e as antiguidades 58
IX – INSTRUMENTOS SIMPLES PARA O CONTROLO DO QI 59
Artigos para Energia Consciente 59
Um instrumento do qi que cada um poderá construir 59
Os quatro elementos da energia do espaço 61
Como fazer uma Bola Vital 63
SEGUNDA PARTE : CURAR OS OUTROS 65
X – O MÉTODO DO DAISHUTEN 65
Curar doentes 65
Curar e desenvolver a mente 66
Dominar o método da Orbita Macrocósmica 68
XI – TRÊS MESTRES CHINESES E O QI ILIMITADO 70
O qi externo diminui quando é emitido? 70
Transcendendo o Qi-gong – O furenshuten 71
Qi ilimitado 72
Os grandes Mestres da China 72
XII – COMO ABRIR OS CHAkRAS 75
Revolução técnica para abrir os chakras 75
O anel macrocósmico 75
O espaço está cheio de consciência 77
XIII – O QI EXTERNO 80
Normalizar a corrente do qi pelo qi-gong 80
Mente é poder 81
XIV – RITSU-ZEN 83
O que é o ritsu-zen ou zen em pé? 83
O ritsu-zen como qi-gong 84
As endorfinas e o qi-gong 85
XV – QI, O ELO PERDIDO ENTRE O FUNCIONAMENTO DOS NERVOS E DO CÉREBRO 88
O que é o nervo A-10? 88
O nervo A-10 e o êxtase 89
Os mecanismos cerebrais envolvidos na energia do qi 90
O prazer genuíno do qi-gong 91
XVI – IMAGINAÇÃO E VISUALIZAÇÃO 93
Desenvolvendo a imaginação 93
O sol nascente 93
A riqueza da natureza verdejante 93
Mudar a qualidade do Qi 94
Como transformar os desejos em realidade 94
Cultivar o qi externo 96
Porquê controlar o qi externo? 99
XVII – ENERGIA DA CONSCIÊNCIA NA CIÊNCIA E NA MEDICINA 101
A teoria de Inomata 101
Energia livre e vácuos 103
A visão da existência na teoria de Inomata 103
Criação inseparável da vibração 105
A origem da criação 106
Mensagem duma actuação psíquica 106
XVIII – MEMÓRIA E LUGAR 108
A vibração da energia da mente 108
A purificação dum local pelo Budismo esotérico 109
O método consensual do qi 109
O que é o feng shui? 111
Verificar a orientação do qi 113
Poluição electromagnética 115
XIX – PENSAMENTOS PRÁTICOS SOBRE O TREINO DO QI 117
Perguntas e respostas 117
Perigos e ciladas 123
Libertar o qi negativo 124
Os “dois computadores” 125
O mundo está cheio de mistérios 127
TERCEIRA PARTE : A DERRADEIRA REALIDADE 129
XX – PSICOLOGIA TRANSPESSOAL 129
O princípio da liberdade e independência da autoridade 129
Psicologia transpessoal 129
O espectro da consciência dentro do qi-gong 130
Lao-Tse e Ken Wilber 132
O oceano de unidade de consciência 133
XXI – A EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA 137
Terapia das vidas passadas 137
A sabedoria dos antigos 139
Etapas de desenvolvimento da mente segundo Kukai 140
Morte, caminho do renascimento 142
XXII – OS TRÊS MISTÉRIOS 145
Desenvolver as suas próprias capacidades paranormais 145
Os Três Mistérios como treino do qi 146
A experiência de Kukai 148
O verso místico: o mantra 149
O OM qi-gong 150
Experimente 151
O corpo inteiro como chakra 152
O Sūtra do Coração de Kukai 153
Os seis Paramitās 155
A técnica para atingir o Vazio 156
A última etapa 157
XXIII – SAMĀDHI PARA O VAZIO 159
O método de contar os dedos 159
O exercício de contar os dedos 161
Não-pensamento e consciência 162
XXIV – A PORTA PARA A LUZ 165
Lao-Tse e o Nada 165
O nada e a física 168
A verdade derradeira 170